<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697</id><updated>2011-07-07T21:22:04.793+01:00</updated><title type='text'>O Abismo Negro de Sonhos Esquecidos 2</title><subtitle type='html'>Um blog para recuperar as (boas) coisas do passado mas também para trazer as novidades do presente. Registos no âmbito do Cinema, Teatro, Literatura, Fotografia, Pintura, Desenho...
Autoria: Sandra Almeida (almeida649@hotmail.com)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115955544385189896</id><published>2006-09-29T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T19:47:45.393+01:00</updated><title type='text'>O comboio de Zhou Yu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Deixo-vos com outro filme que gostei muito e que, por isso mesmo, ter visto só uma vez foi insuficiente:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/OcomboiodeZhouYu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(China, 2002- Realização de Sun Zhou)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Duas vezes por semana, Zhou Yu (...), uma bela artesã apanha o comboio para a longínqua Chongyang, onde se entrega a uma tórrida relação com Chen Ching (...), o seu poeta e amante. Unidos pela sua paixão, ele encontra em Zhou a sua definitiva musa, enquanto ela acredita que Chen é a sua perfeita alma gémea. Mas acompanhando Zhou na sua longa e solitária viagem de comboio estão dois indivíduos que ameaçam fazer descarrilar o seu idílio romântico: Zhang Qiang (...), um jovem médico desesperadamente obcecado por ela e Xiu (...), uma jovem misteriosa, com uma espantosa semelhança com Zhou e que parece seguir todos os seus passos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O comboio de Zhou Yu&lt;/em&gt; é uma digressão sensual sobre o tempo e a distância, a realidade e a imaginação, e onde a única coisa que é real é o que está no nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Filme legendado em português e distribuído por Prisvídeo, SA. Resumo apresentado constante no dvd. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115955544385189896?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115955544385189896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115955544385189896' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115955544385189896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115955544385189896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/o-comboio-de-zhou-yu.html' title='O comboio de Zhou Yu'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115899246889521101</id><published>2006-09-23T08:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T07:24:29.563+01:00</updated><title type='text'>Nosferatu, o Vampiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um filme saido recentemente no mercado (em dvd) e que recomendo vivamente. Ei-lo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Nosferatu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Alemanha, 1922- Realização de F.W. Murnau)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Knock, um agente imobiliário, recebe um pedido do conde Orlok para comprar uma casa. Este manda o seu empregado, Huttler, viajar até à terra do conde, a Transilvânia, para concretizar o negócio. Orlok não é mais que Nosferatu, um vampiro que faz tudo para conquistar a bela mulher de Huttler que, segundo ele, tem um belo pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão não autorizada de "Drácula" de Bram Stroker. Para poder fazer este filme, Murnau teve de alterar o nome das personagens para não ser confundido com o original. No entanto, foi processado em tribunal pela viúva de Stroker e este ordenou que todas as cópias do filme fossem destruídas. Felizmente, algumas salvaram-se...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Filme com tradução portuguesa e distribuido por Costa do Castelo Filmes, SA. Resumo apresentado constante no dvd.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nota&lt;/span&gt;: O dvd tem uma outra apresentação mas Nosferatu continua lá ;)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115899246889521101?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115899246889521101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115899246889521101' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115899246889521101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115899246889521101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/nosferatu-o-vampiro.html' title='Nosferatu, o Vampiro'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Nosferatu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115895483911777520</id><published>2006-09-22T20:44:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T20:54:00.080+01:00</updated><title type='text'>Grandes estagnações (em mim)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Tenho grandes estagnações. Não é que, como toda a gente, esteja dias sobre dias para responder num postal à carta urgente que me escreveram. Não é que, como ninguém, adie indefinidamente o fácil que me é útil, ou o útil que me é agradável. Há mais subtileza na minha desinteligência comigo. Estagno na mesma alma. Dá-se em mim uma suspensão da vontade, da emoção, do pensamento, e esta suspensão dura magnos dias; só a vida vegetativa da alma- a palavra, o gesto, o hábito- me exprimem eu para os outros, e através deles, para mim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Grandesestagnaesemmim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nesses períodos de sombra, sou incapaz de pensar, de sentir, de querer. Não sei escrever mais que algarismos ou riscos. Não sinto, e a morte de quem amasse far-me-ia a impressão de ter sido realizada numa língua estrangeira. Não posso; é como se dormisse e os meus gestos, as minhas palavras, os meus actos certos, não fossem mais que uma respiração periférica, instinto rítmico de um organismo qualquer.&lt;br /&gt;Assim se passam dias sobre dias, nem sei dizer quanto da minha vida, se somasse, se não haveria passado assim. Às vezes ocorre-me que, quando dispo esta paragem de mim, talvez não esteja na nudez que suponho, e haja ainda vestes impalpáveis a cobrir a eterna ausência da minha alma verdadeira; ocorre-me que pensar, sentir, querer também podem ser estagnações, perante um mais íntimo pensar, um sentir mais eu, uma vontade perdida algures no labirinto do que realmente sou.&lt;br /&gt;Seja como for deixo que seja. E ao deus, ou aos deuses, que haja, largo da mão o que sou, conforme a sorte manda e o acaso faz, fiel a um compromisso esquecido.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bernardo Soares- &lt;strong&gt;Livro do Desassossego&lt;/strong&gt;. 4ª Edição. Lisboa: Assírio &amp;amp; Alvim, 2003. Fotografia de &lt;em&gt;José Marafona&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115895483911777520?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115895483911777520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115895483911777520' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115895483911777520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115895483911777520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/grandes-estagnaes-em-mim.html' title='Grandes estagnações (em mim)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Grandesestagnaesemmim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115882068742514496</id><published>2006-09-21T08:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T07:38:07.466+01:00</updated><title type='text'>Projécteis pesados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Projcteispesados.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As únicas ilusões são sobre os mortos. Julgas que eles são melhores do que realmente são.&lt;br /&gt;A vida é uma só - obter dinheiro ou reputação e filhos para justificar perante os outros o facto de não te atirares de um prédio abaixo- e a morte faz parte dos vivos, é a 2ª parte como nos filmes. Não penses que os mortos são anjos.&lt;br /&gt;Nem as crianças o são. E por que fazem estas coisas? Fechou duas crianças numa casa e durante três semanas só lhes deu água. Vimos imagens. As crianças quase não tinham nádegas. Já viste crianças assim?&lt;br /&gt;A minha mulher repetia: Por que fazem isto?&lt;br /&gt;Eu lia um livro e não queria ver, mudei de canal.&lt;br /&gt;Leio: "Cerca de 500 a.C os Gregos e os Cartagineses utilizavam máquinas para o lançamento de projécteis pesados".&lt;br /&gt;Na verdade, utilizar-se máquinas para o lançamento de projécteis pesados é bom, como o coração, que é pesado, demasiado pesado, e, em alguns momentos, como era bom atirá-lo para longe. Bem satisfeitos ficaríamos, sem coração, com um buraco no sítio do peso, como em algumas esculturas de santos e de Cristo, com uma gaveta no lugar do coração. Gaveta na qual os velhos guardam jóias de família. Usura e caridade no mesmo espaço para poupar metro quadrado, assim é que é.&lt;br /&gt;A catapulta tem um braço de lançamento que termina numa concha exactamente como uma colher. E é na colher que ponho o coração. Como diz o livro:&lt;br /&gt;"A força propulsora da catapulta resultava da elasticidade das cordas torcidas à volta do extremo do braço de lançamento."&lt;br /&gt;O projéctil é enviado para longe, como se pretende, quando o braço de lançamento embate numa trave que o pára, obrigando-o, assim, a expulsar o que antes segurava. Se não existir algo que trave o braço, o braço anda à volta, em círculos e círculos, e tudo se repete, e nada se expulsa.&lt;br /&gt;Para mandar para longe alguma coisa é necessário primeiro segurar com força nessa coisa, depois efectuar um movimento e projectar o pulso para a frente. É assim que as prostitutas expulsam o coração quando com a boca pintada de bâton chupam o pénis do velho que não conhecem, e a cama tem molas que emitem ruídos (guinchos) ao mesmo tempo que a prostituta chupa o pénis do velho que está sentado e espera, e é assim que a catapulta funciona.&lt;br /&gt;Nos rapazes e raparigas com desgostos amorosos e que são cumprimentados na rua também se usa a mesma técnica, já conhecida dos antigos: uma máquina de guerra. Atirar o coração para longe. A catapulta.&lt;br /&gt;E nos que sobrevivem ao adultério também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Gonçalo M. Tavares- &lt;strong&gt;Água, cão, cavalo, cabeça&lt;/strong&gt;. Editorial Caminho, 2006. Fotografia de &lt;em&gt;José Lopes&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115882068742514496?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115882068742514496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115882068742514496' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115882068742514496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115882068742514496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/projcteis-pesados.html' title='Projécteis pesados'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Projcteispesados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115825673999309010</id><published>2006-09-14T18:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T07:50:06.506+01:00</updated><title type='text'>"Aqui tens as minhas mãos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Lunrio-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;... Mas, naquele instante em que deixara o seu olhar afundar-se no rapaz, sentia-se estremecer, e desse estremecimento crescia, do fundo de si, um fogo misterioso. Um fogo que Beno jamais suspeitaria existir. Qualquer coisa que até àquele momento se conservara, interdita para ele e que, subitamente, tomava forma, comovia, e o fazia estremecer e sucumbir.&lt;br /&gt;Calado, Beno, pegou no copo e bebeu. Depois como alguém que varre, e cola, os pedaços de um objecto quebrado, sentiu todo o seu corpo comprimir-se e ficar como uma peça única, extraordinária, outra vez inteira. Viva.&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante, abriu as mãos e estendeu-as ao rapaz, como se acabasse de regressar da sua própria morte.&lt;br /&gt;Sorriu, ao descobrir que a paixão, seja ela qual for, é efémera também, como ele, como o rapaz sem nome ali sentado, como a vida, e tem de ser partilhada como um dom - sem demora!&lt;br /&gt;- Aqui tens as minhas mãos - disse Beno, lentamente - elas estão sujas de outros corpos e de noites sem felicidade, estão turvas porque ninguém as quer há muito tempo. Têm o sarro e o esperma e o cheiro azedo do sangue incrustados nas unhas. E gastaram-se, mas se as quiseres, mesmo assim, por pouco tempo que seja, pertencem-te... e... - ia continuar, mas o rapaz interrompeu-o.&lt;br /&gt;- Como te chamas? E dás-me um cigarro?&lt;br /&gt;- Chamo-me Beno. Queres lume? E tu, como te chamas?&lt;br /&gt;O rapaz acendeu o cigarro com o fósforo que Beno lhe estendia e depois disse:&lt;br /&gt;- Vou guardar as tuas mãos na paixão que tenho por ti, mas não te posso revelar o meu nome, nem precisas de o saber. Chama-me o que quiseres, dá-me um nome para que possamos amarmo-nos. Aquele que tinha perdi-o no caminho até aqui. Pertencia a outra paixão, e já a esqueci. Dá-me tu um nome, para eu poder ficar contigo.&lt;br /&gt;- Se assim o queres, teremos as noites e os dias para nomear a nossa paixão.&lt;br /&gt;- E vais dar-me um nome de planta, de objecto, ou de pássaro?&lt;br /&gt;- Não sei, não sei ainda.&lt;br /&gt;Calaram-se. Beno e o rapaz começavam a estar bêbados. O rapaz encostara o seu corpo ao corpo de Beno. Olhavam-se. O rapaz erguera a mão, aberta, pousando-a com leveza no ombro de Beno.&lt;br /&gt;- Medo de viver? - sussurou o rapaz.&lt;br /&gt;E Beno estremeceu outra vez, mas não disse nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Lunrio-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A noite vestia-se lentamente de branco. A neve ia estendendo o ligeiro véu sobre a cidade adormecida há muito. Nenhum ruído, tudo estava branco e cintilava.&lt;br /&gt;Beno e o rapaz caminharam, deixando pegadas que segundos depois se apagavam, como se ninguém tivesse alguma vez trilhado aquele caminho. Nevava, e Beno pressentiu que também o rapaz, um dia, se apagaria da sua vida.&lt;br /&gt;Mais tarde, muito mais tarde, talvez se lembrasse das mãos dele sobre as suas, como um ferimento no peito; então desejou que a neve também apagasse esse ferimento ainda distante.&lt;br /&gt;Caminharam, os ombros tocando-se, e, de cada vez que era preciso atravessar uma rua, o rapaz agarrava-se ao braço de Beno. A noite transformara-se num deserto branco, sem um único som, sem o mais pequeno sinal de vida. A cidade dormia a sono solto. Beno sorriu e deu-lhe a mão.&lt;br /&gt;A neve atingira alguns centímetros de espessura e eles deixaram de ouvir o barulho surdo das botas no asfalto. Longe dali, na noite desconhecida de outro bairro, vibrou uma sirene. (...) Entretanto, o silêncio apressara-se a regressar.&lt;br /&gt;Beno metera a chave à porta. O dia rompía, tímido, ou seria apenas a cintilação das luzes da noite libertando-se do coração fresco da neve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senta-te, vou fazer chá para aquecer... - disse Beno, dirigindo-se para a cozinha.&lt;br /&gt;- Beno!&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Vives aqui sozinho?&lt;br /&gt;O rapaz sentara-se na cama e descalçara as botas.&lt;br /&gt;- Porquê? - perguntou Beno, espreitando à porta do quarto.&lt;br /&gt;- Agrada-me este quarto, fico aqui para viver contigo.&lt;br /&gt;Beno voltara à cozinha, deitara água a ferver no bule e esperava que o chá abrisse. Quando regressou ao quarto, o rapaz estava nu, estendido sobre a cama.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Lunrio-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Beberam o chá a escaldar e fumaram. O quarto balouçava como um navio, e Beno pôs-se a olhar com minúcia e desejo para o rapaz nu. A pele branca, o cabelo caído para os olhos, escondendo-lhe as pálpebras sonolentas, quase fechadas. Os lábios húmidos de saliva, entreabertos, num início de sorriso. O sexo em repouso, as mãos sobre o peito, as pernas. Outra vez o sexo, os pêlos, os braços e os ombros, a curva do pescoço, os cabelos, o rosto, os olhos fechados, a pele, a pele... Beno não se cansava de olhar. (...)&lt;br /&gt;Beno estava sentado na cama. Por fim, o rapaz apoiou os joelhos nas suas costas e passou-lhe os braços à roda dos ombros. Sentiu todo o seu corpo encostado ao do rapaz, e a sua respiração, e um beijo, no pescoço.&lt;br /&gt;Lentamente, Beno desprendeu-se e, dobrando-se para trás, deitou a cabeça no peito do rapaz. Ouvia-lhe o bater do coração, fechou os olhos e deixou-se ficar, sem se mexer, naquela posição, paralisado e vazio. E, durante um tempo que ele não soube, afastou de si o mundo e todo o pensamento.&lt;br /&gt;A madrugada roçou a janela, clara e fria, misteriosamente branca. Continuava a nevar.&lt;br /&gt;Beno despiu-se. O rapaz puxou-o para si. Beijaram-se e amaram-se sem descanso manhã adiante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Lunrio-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Lunrio-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A neve parara de cair, e tudo era silêncio e lassidão, quando desceram à íntima cumplicidade do sono.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Al Berto- &lt;strong&gt;Lunário&lt;/strong&gt;. Edição: Assírio &amp;amp; Alvim, 1999. Pinturas de &lt;em&gt;Raphael Perez&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115825673999309010?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115825673999309010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115825673999309010' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115825673999309010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115825673999309010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/aqui-tens-as-minhas-mos.html' title='&quot;Aqui tens as minhas mãos&quot;'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Lunrio-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115799700777659973</id><published>2006-09-11T18:45:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T18:54:51.463+01:00</updated><title type='text'>Romeu e Julieta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parece que bom como actor mas certamente brilhante como dramaturgo William Shakespeare, de origem inglesa, viveu entre 1564 e 1616. Entre as suas peças conhecidas temos: "&lt;em&gt;Hamlet&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Otelo&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Macbeth&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;O Rei Lear&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;António e Cleópatra&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Júlio César&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;O Mercador de Veneza&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Sonho de uma noite de Verão&lt;/em&gt;" e... "&lt;em&gt;Romeu e Julieta&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Pois é, é um excerto de "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Romeu e Julieta&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;" que aqui vos apresento, com uma pequena nuance interpretativa reflectida nas fotografias editadas. Claro que sim a idealização do Amor, mas sobretudo, o sacrifício do Amor pela Guerra. O confronto do/ao Amor pelos conflitos, pelas rivalidades, pelas discordâncias, pelos diferentes interesses. A subjugação da Paz. O enquinar da Glória. O império do Sacrifício. Até um dia... até ao dia em que se percebe que as consequências são tão graves que o remédio é mesmo retroceder. Que o remédio é inverter a Ordem. É fazer valer o que realmente eleva.&lt;br /&gt;Mas... leiam... e observem...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;current=RJ1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/RJ1.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;amp;current=RJ2.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/RJ2.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;strong&gt;Na bela Verona, onde se vai passar este drama, duas famílias, iguais em nobreza, impulsionadas por antigos rancores, fazem com que entre si se desencadeiem novas discórdias, em que o sangue dos cidadãos tingue as mãos dos cidadãos.&lt;br /&gt;Das entranhas fatais destas duas famílias inimigas, e sob funesta estrela, nascem dois amantes, cuja desventura e lamentável ruína há-de enterrar, com a sua morte, a luta dos seus pais. As terríveis peripécias deste fatal amor e a raiva obstinada desses pais, que nada pôde aplacar senão a morte dos filhos, vão ser, durante duas horas, o assunto da nossa representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardim de Capuleto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Entra Romeu)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Só se ri das cicatrizes aquele que nunca sentiu uma ferida. &lt;em&gt;(Julieta aparece à janela)&lt;/em&gt; Mas... devagarinho! Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o oriente, e Julieta é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotisa, és muito mais bela do que ela própria. Não queiras mais ser sua sacerdotisa, já que tão invejosa é! As roupagens de vestal são doentias e lívidas, e somente os loucos as usam. Deita-as fora! Esta é a minha dama! Oh, eis o meu amor! Se ela o pudesse saber! O seu olhar é que fala e eu vou responder-lhe... Sou ousado de mais; não é para mim que ela fala. Duas das mais belas estrelas de todo o firmamento, quando têm alguma coisa a fazer, pedem aos olhos dela que brilhem nas suas esferas até que elas voltem. Oh! Se os seus olhos estivessem no firmamento e as estrelas no seu rosto! O esplendor da sua face envergonharia as estrelas do mesmo modo que a luz do dia faria envergonhar uma lâmpada. Se os seus olhos estivessem no Céu, lançariam, através das regiões etéreas, raios de tal esplendor que as aves cantariam, esquecendo que era noite. Vede como ela encosta a face à sua mão. Oh! quem me dera ser a luva dessa mão, para poder tocar a sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Ai de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Está a falar... Oh! continua, anjo resplandecente! Porque esta noite tu brilhas tão esplendorosamente sobre a minha cabeça como um alado mensageiro do Céu perante o olhar extrasiado dos mortais, que escondem a íris nas pálpebras ao inclinarem-se para o contemplar quando ele perpassa por entre as nuvens indolentes e navega no seio do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Oh! Romeu, Romeu! Mas porque és tu Romeu? Renega o teu pai, o teu nome; ou, se o não quiseres fazer, jura apenas que me amas e deixarei eu de ser uma Capuleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU &lt;em&gt;(aparte)&lt;/em&gt;- Deverei eu continuar a ouvi-la, ou responder-lhe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- É apenas o teu nome que é meu inimigo; tu és tu mesmo, e não um Montecchio. E que é um Montecchio? Não é mão, nem pé, nem braço, nem rosto, nem qualquer outra parte que pertença a um homem. Oh! Sê qualquer outro nome! O que é que existe num nome? Aquilo a que nós chamamos rosa teria o mesmo perfume embora lhe déssemos outro nome! Assim, Romeu, ainda que não se chamasse Romeu, conservaria a mesma perfeição que agora possui. Romeu, renuncia ao teu nome, e em vez dele, que não faz parte de ti mesmo, apodera-te de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Aceito. Chama-me apenas teu amor, e far-me-ei de novo baptizar. De ora avante nunca mais serei Romeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Quem és tu que, assim protegido pela noite, vens surpreender o meu segredo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Eu não sei que nome hei-de pronunciar para te dizer quem sou. O meu nome, querida santa, eu próprio o odeio, por ser para ti um inimigo. Se eu o tivesse escrito, rasgá-lo-ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Os meus ouvidos não escutaram uma centena de palavras pronunciadas por esta voz, e contudo eu reconheço-a. Não és tu Romeu, e Montecchio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Nem uma coisa nem outra, gentil donzela, se ambas te desagradam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Dize-me: como vieste tu até aqui e para quê? Os muros do jardim são altos e difíceis de escalar; e este lugar será para ti a morte se algum dos meus parentes te descobre aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Transpus estes muros com as leves asas do amor, porque não são as barreiras de pedra que o podem embaraçar; e o que o amor tem possibilidades de fazer ousa logo tentá-lo! Por isso mesmo, não são os teus parentes que me servirão de obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Se eles te vêem, matar-te-ão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- Ai! Há mais perigo nos teus olhos do que em vinte das suas espadas. Basta que me olhes com ternura e ficarei couraçado contra a sua inimizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Por nada deste mundo eu queria que te vissem aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMEU- O manto da noite oculta-me aos olhos deles. Mas, se tu me não amas, que importa que me encontrem? Seria melhor que o ódio deles pusesse fim à minha vida do que a morte tardasse faltando-me o teu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Entra, pelo outro lado do cemitério, FREI LOURENÇO com uma lanterna, alavanca e alvião)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- S. Francisco me ajude! Quantas vezes é que os meus velhos pés pisaram túmulos durante a noite? Quem está aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- Um homem que é vosso amigo e que vos conhece bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO-Deus te abençoe. Dize-me cá, amigo, que tocha é aquela que dá inutilmente a sua luz às larvas e aos crânios sem olhos? Se não me engano, arde no mausoléu dos Capuletos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- É verdade, Reverendo Padre. Está lá o meu amo, de quem vós sois amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- Quem é ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- Romeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- Há quanto tempo está ele lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- Há mais de meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- Vinde comigo ao mausoléu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- Não me atrevo, senhor. O meu amo julga que eu me fui embora; ele ameaçou-me de morte em termos assustadores se eu ficasse a espreitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- Fica então, eu vou sozinho. Começo a ter um certo receio. Oxalá não tenha sucedido alguma desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALTASAR- Enquanto dormia debaixo deste teixo sonhei que o meu amo se batia com outro homem e que o matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO &lt;em&gt;(aproximando-se)&lt;/em&gt;- Romeu! Meu Deus, meu Deus! Que sangue é este que mancha a entrada de pedra desta sepultura? Para que estarão aqui neste lugar de paz estas espadas ensanguentadas e sem dono? &lt;em&gt;(Entra no túmulo)&lt;/em&gt; Romeu! Oh! como está pálido!... E quem é estoutro? O quê Páris também? E banhado em sangue? Oh! que cruel hora a que foi culpada desta lamentável catástrofe! Oh! ela está a mover-se!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Julieta acorda)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Oh, caridoso irmão, onde está o meu senhor? Lembro-me bem em que lugar eu devo estar, e cá estou... Mas onde está Romeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Ouve-se barulho)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREI LOURENÇO- Ouço um certo ruído. Minha filha, abandonemos este antro de morte, de contágio e de sono contra a natureza. Um poder mais forte do que o nosso se ergueu para contrariar os nossos planos. Vem, vem. Fujamos daqui. O teu marido aí jaz morto nos teus braços; Páris também. Anda, vem comigo, que eu vou meter-te numa comunidade de santas religiosas. Não percas tempo com perguntas, que aí vem a guarda. Vem, vem, minha boa Julieta. &lt;em&gt;(Ouve-se barulho outra vez)&lt;/em&gt; Eu não ouso ficar aqui por mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA- Ide, ide vós, porque eu não sairei daqui. &lt;em&gt;(Sai Frei Lourenço)&lt;/em&gt; Que é isto? Um frasco tão apertado na mão do meu tão fiel amor? Agora vejo que foi o veneno que tão cedo o levou. Oh! egoísta! para que o bebeste tu todo e não deixaste uma gota amiga que me ajudasse a ir ter contigo? Vou beijar os teus lábios, meu amor; talvez aí encontre um resto de veneno, cujo bálsamo me fará morrer... &lt;em&gt;(Beija-o)&lt;/em&gt; Os teus lábios estão ainda quentes. (...) O quê? Barulho?! Então não há tempo a perder. Oh, punhal abençoado! &lt;em&gt;(Agarrando no punhal de Romeu)&lt;/em&gt; Eis a tua baínha... &lt;em&gt;(Apunhala-se)&lt;/em&gt; Cria ferrugem no meu peito e deixa-me morrer! &lt;em&gt;(Cai sobre o cadáver de Romeu e expira)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;current=RJ3.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/RJ3.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;amp;current=RJ4.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/RJ4.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;current=RJ5.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/RJ5.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;PRÍNCIPE- Esta carta confirma as palavras de Frei Lourenço. Romeu conta as peripécias do seu amor... a notícia da morte de Julieta... Diz aqui que comprou o veneno a um pobre boticário e com ele se dirigiu a este sepulcro, para morrer e ficar repousando ao lado de Julieta... Onde é que estão esses inimigos? Capuleto! Montecchio! Vede que maldição pesa sobre o vosso ódio. O Céu encontrou meios de matar as vossas alegrias com o amor... E eu, por ter fechado os olhos aos vossos ódios, perdi dois dos meus parentes: todos fomos bem castigados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPULETO- Oh! meu irmão Montecchio! dá-me a tua mão. Este é o dote da minha filha, pois nada mais posso reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONTECCHIO- Mas eu posso dar-te mais. Hei-de mandar erguer, em honra da tua filha, uma estátua de puro ouro. E, enquanto Verona for conhecida por este nome, não haverá imagem alguma a quem se preste maior veneração do que à da leal e fiel Julieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPULETO- De igual esplendor mandarei eu fazer uma a Romeu, que ficará ao lado da sua esposa. Pobres vítimas da nossa inimizade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÍNCIPE- Sinistra paz traz consigo esta manhã; para nos mostrar a sua dor, o Sol velou o seu rosto. Retiremo-nos daqui para falarmos ainda sobre estes tristes acontecimentos. Uns serão perdoados, outros serão punidos, pois jamais história alguma houve mais dolorosa do que a de Julieta e a do seu Romeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(Saem)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(William Shakespeare- &lt;strong&gt;Romeu e Julieta&lt;/strong&gt;. Primeira e segunda fotografias de &lt;em&gt;Micha Bar-Am&lt;/em&gt;; Terceira, quarta e quinta fotografias de &lt;em&gt;Thomas Dworzak&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115799700777659973?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115799700777659973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115799700777659973' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115799700777659973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115799700777659973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/romeu-e-julieta.html' title='Romeu e Julieta'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_RJ1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115774761533140352</id><published>2006-09-08T21:25:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T22:01:50.816+01:00</updated><title type='text'>Pedaços de caos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://s16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/?action=view&amp;current=Pedaosdecaos.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Pedaosdecaos.jpg" width="430" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Os homens são uma parte pequena do mundo, e eu não compreendo os homens. Sei o que fazem e as razões imediatas do que fazem, mas saber isso é saber o que está à vista, é não saber nada. Penso: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(José Luís Peixoto- &lt;strong&gt;Nenhum Olhar&lt;/strong&gt;. Edição: Temas e Debates, 2002. Fotografia de &lt;em&gt;José Marafona&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115774761533140352?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115774761533140352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115774761533140352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115774761533140352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115774761533140352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/pedaos-de-caos.html' title='Pedaços de caos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Pedaosdecaos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115752446287325747</id><published>2006-09-06T08:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T07:34:22.873+01:00</updated><title type='text'>Esconderijo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Esconderijo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Do teu esconderijo vê, e no teu esconderijo constrói,&lt;br /&gt;sai dele apenas quando puderes dar algo aos outros.&lt;br /&gt;Antes, é cedo demais, muito depois, é excessivo egoísmo.&lt;br /&gt;Mas mesmo esta convicção não ajuda, não sei&lt;br /&gt;Como viver, não sei o que é mais moral, mais ético,&lt;br /&gt;Onde intervir, para onde olhar, ouvir o quê?&lt;br /&gt;Há tantas coisas que falam ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Gonçalo M. Tavares- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;. Fotografia de &lt;em&gt;William Ropp&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115752446287325747?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115752446287325747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115752446287325747' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752446287325747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752446287325747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/esconderijo.html' title='Esconderijo'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Esconderijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115752429659172476</id><published>2006-09-06T08:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T07:31:36.593+01:00</updated><title type='text'>Conselhos Úteis</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Conselhosteis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Não é um roubo retirares da paisagem&lt;br /&gt;uma andorinha ou uma cadeira, mas não é simpático.&lt;br /&gt;Daí a considerares o que digo um convite à imobilidade,&lt;br /&gt;parece-me exagero.&lt;br /&gt;Move-te, sim, mas acrescentando&lt;br /&gt;coisas e assuntos à paisagem onde entras. Eis só.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Gonçalo M. Tavares- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;. Fotografia de &lt;em&gt;William Ropp&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115752429659172476?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115752429659172476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115752429659172476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752429659172476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752429659172476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/conselhos-teis.html' title='Conselhos Úteis'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Conselhosteis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115752361756604831</id><published>2006-09-06T08:06:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T07:20:17.583+01:00</updated><title type='text'>Energia e Ética</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Energiaetica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Sei isto: a minha energia está canalizada&lt;br /&gt;Para a palavra fazer, gosto da ideia da construção&lt;br /&gt;E o que dela existe nos movimentos normais.&lt;br /&gt;Agrada-me a palavra engenharia e o que ela&lt;br /&gt;Representa: não saias de um sítio sem deixares algo&lt;br /&gt;Atrás de ti. Dirijo-me apenas às coisas que me excitam&lt;br /&gt;Positivamente e me levam a fazer outras coisas, dirijo-me&lt;br /&gt;Às pessoas de que gosto, nunca às de que não gosto;&lt;br /&gt;Sempre me pareceu insensato que se pare,&lt;br /&gt;Nem que por um momento, de admirar, há&lt;br /&gt;Sempre actos e coisas que nos ajudam&lt;br /&gt;neste cálculo infernal da distância entre o dia de hoje&lt;br /&gt;e a nossa morte. E qualquer pessoa dar um passo que seja&lt;br /&gt;em direcção ao que não aprecia, para insultar, ou derrubar,&lt;br /&gt;parece-me brutal perda de tempo, uma falha grave&lt;br /&gt;no órgão de admirar o mundo&lt;br /&gt;(deves combater uma ou duas vezes na vida,&lt;br /&gt;se combateres duzentas vezes&lt;br /&gt;é porque os combates são fracos).&lt;br /&gt;Não sei pois como viver. O que li e vi&lt;br /&gt;Serve-me apenas para ser mais lúcido, não&lt;br /&gt;Para ser melhor pessoa. Adquiri esta regra (ou nasci com ela):&lt;br /&gt;- e é talvez uma moral -&lt;br /&gt;mover-me apenas em direcção ao que gosto.&lt;br /&gt;Se o prédio alto, escuro, feio&lt;br /&gt;me impede de ver o sol, não fico a insultá-lo, não&lt;br /&gt;moverei um dedo para o deitar abaixo:&lt;br /&gt;contorno sim os edifícios necessários&lt;br /&gt;até chegar ao espaço de onde possa receber aquilo que&lt;br /&gt;quero. Se chegar lá de noite, montarei acampamento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Gonçalo M. Tavares- &lt;strong&gt;Poesia&lt;/strong&gt;. Edição: Relógio D'Água, 2004. Fotografia de &lt;em&gt;Misha Gordin&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115752361756604831?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115752361756604831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115752361756604831' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752361756604831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115752361756604831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/energia-e-tica.html' title='Energia e Ética'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Energiaetica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115722333190725138</id><published>2006-09-02T20:00:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T19:55:31.920+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-44.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ALEXANDRE &lt;em&gt;(delicadamente)&lt;/em&gt;: Que livro é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISAK &lt;em&gt;(erguendo o olhar)&lt;/em&gt;: É um livro que contém histórias, pensamentos, máximas e orações. Está escrito em hebraico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FANNY: O tio Isak sabe ler hebraico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISAK &lt;em&gt;(acenando com a cabeça)&lt;/em&gt;: Querem que vos leia qualquer coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE. Tio Isak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISAK: Diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: É verdade que o bispo não vem aqui buscar-nos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISAK: Podes ficar descansado, Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FANNY: Então leia-nos qualquer coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISAK: Vai ser um pouco difícil, porque vou traduzir o que aqui está escrito. &lt;em&gt;(Folheia o livro, aclara a garganta e começa a ler).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"Todos os homens transportam em si a esperança, o temor, o desejo, todos os homens gritam o seu desespero, alguns clamam por um deus definido, outros dirigem os seus gritos ao nada. Esse desespero, essa esperança, esse sonho duma redenção, todos esses gritos se acumulam durante milhares e milhares de anos, todas essas lágrimas, esses sacrifícios, esses desejos se acumulam e formam uma nuvem incomensurável em volta duma alta montanha. Da nuvem cai a chuva que desce pela montanha. Assim se formam os rios, as nascentes profundas onde poderás matar a tua sede, lavar o teu rosto, refrescar os teus pés cobertos de chagas. Todos os homens ouviram um dia falar das nascentes, da montanha e da nuvem, mas a maior parte permanece na estrada poeirenta, com medo de chegar a qualquer destino desconhecido antes do cair da noite."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme continua. Está quase no fim, mas ainda restam algumas cenas. Eu fico-me por aqui. E aqui, concluo o "projecto Bergman" que me propus a 01 de Agosto passado. Mas "O Abismo..." vai prosseguir com outras ideias, outros caminhos, outras novidades ou outras buscas do que já foi. Até para a semana. Fiquem bem! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115722333190725138?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115722333190725138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115722333190725138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115722333190725138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115722333190725138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/fanny-e-alexandre-excertos_115722333190725138.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-44.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115722187602715382</id><published>2006-09-02T19:27:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T19:32:58.473+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-47.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ÉMILIE: Foste um bruto com o Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Estás a dramatizar, minha querida Émilie. Castiguei-o. É meu dever enquanto educador. Aliás, comparado com o que ele fez, foi um castigo suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Estava a sangrar, tinha a pele esfolada e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Desculpa se te interrompo, minha cara. Dei-lhe algumas chicotadas. Ficou com as nádegas a doer por um certo tempo, mas é uma dor saudável. O nosso rapaz acabará por pensar duas vezes antes de se tornar culpado de novas mentiras ou de novos fantasmas, se preferires assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: E a humilhação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Deus faz com que nos verguemos perante a punição. Talvez possa parecer humilhante, mas é necessário. Além disso, Émilie: uma boa correcção dada com amor nunca pode ser humilhante no seu sentido mais profundo. O amor e as preocupações não têm nada de comum e a linguagem do amor às vezes pode ser bastante rude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Tu, não me venhas falar de amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Estás a ser sarcástica. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; O melhor é acabarmos com esta discussão e irmos deitar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE. Fechaste-o no sótão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Evidentemente. Ele tinha necessidade de estar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Sabes bem que ele tem medo do escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: As noites são claras nesta época do ano, e se tivermos a consciência tranquila nada temos a recear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Eu devia matar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Fazes mal ao bebé com esses pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: O nosso filho nunca há-de nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Tem tento no que dizes, Émilie. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Uma mãe que devido a um ódio doentio ao marido quer matar um filho. O que se faz a uma mãe assim? &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Vai para um asilo de loucos, Émilie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Não me metes medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Sou obrigado a isso. Faço-o com o coração a sagrar, pois, apesar de tudo, amo-te. &lt;em&gt;(Levanta-se e dirige-se para junto dela)&lt;/em&gt; É preciso que entendas que me deves obediência, que deves submeter-te, que entendas os teus deveres de mulher e mãe. Tu não és forte, Émilie, e a grosseria esgota as tuas forças. A partir de agora vais ficar num quarto que vamos preparar-te para ficares mais confortável. Henrietta e a minha mãe revezar-se-ão para cuidarem de ti. A tua liberdade sofrerá algumas restrições por algum tempo. Precisamos de ser muito prudentes. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; É preciso que saibas também que a mínima tentativa de revolta da tua parte ou de contacto com o mundo exterior irá reflectir-se no bem estar dos teus filhos. Estás pálida, devido ao ódio e ao rancor, Émilie. Aconselho-te calma e coragem. Viveste num mundo artificial, barrado de sentimentos artificiais. Tenho de ensinar-te e aos teus filhos a viverem na realidade. Não é culpa minha que a realidade seja um inferno. É neste mundo, Émilie, nesta realidade que Jesus Cristo foi torturado e morto. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Devido ao teu comportamento irresponsável, obrigas-me, a mim, a ser responsável, não só pelos teus filhos, mas também por ti. É uma tarefa pesada, e sinto uma terrível solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Émilie dá um grito abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(com ternura)&lt;/em&gt;: Eu sou um homem vulgar com numerosos defeitos, mas tenho um cargo importante. O cargo é sempre maior que aquele que o assume. O homem que vive o seu cargo é escravo desse cargo. Não tem o direito de ter gostos pessoais. Só existe em função dos outros, em função do próximo, vive na submissão. A sua escravatura é a sua liberdade. Eu amo-te Émilie. Amo-te mais que a qualquer outro ser no mundo. Deus é testemunha. Mas tu ameaças o meu cargo com as tuas loucas e perigosas tentativas de fuga e os teus eternos discursos sobre o divórcio. E isso deve ser reprimido, Émilie. É preciso que aprendas a curvar-te com humildade perante o poder que ambos servimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Émilie começa a gritar.&lt;br /&gt;Edvard tapa-lhe a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: E eu amaldiçoo-te. E amaldiçoo a criança que trago dentro de mim. Farei com que ela saia do meu ventre com as minhas próprias mãos e esmagá-la-ei como se esmaga um animal empestado. A cada dia, a cada hora, desejar-te-ei a morte e inventarei um sofrimento que será mais horroroso que tudo o que o espírito humano possa conceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: O nosso caminho é um vale de lágrimas, Émilie. É um vale de lágrimas que nós enriquecemos com raízes vivas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115722187602715382?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115722187602715382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115722187602715382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115722187602715382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115722187602715382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/fanny-e-alexandre-excertos_115722187602715382.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-47.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115718625804401072</id><published>2006-09-02T14:15:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T14:45:47.673+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-8.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;EDVARD &lt;em&gt;(lentamente)&lt;/em&gt;: Alexandre, meu rapaz. Acusaste-me de assassinar a minha mulher e as minhas filhas, na presença das tuas irmãs e de Justina [criada].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Justina, não te importas de repetir o que ele disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JUSTINA: O Alexandre diz que viu a senhora que morreu e as meninas. Diz que ela falou com ele. Disse-lhe que o seu marido, o Senhor Bispo, furioso, as tinha fechado a ela e às filhas, no quarto de dormir, sem comida e sem água. Que ao quinto dia, tentaram todas fugir pela janela, mas que se tinham afogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Alexandre, confirmas esta história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Estás a insinuar que Justina está a levantar um falso testemunho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Ela pode ter sonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Não sei o que se passa na tua cabeça, Alexandre. Pensas que tudo é brincadeira? Pensas que se pode conspurcar impunemente a honra de um outro homem? Pensas que se pode mentir, fugir à responsabilidade e jurar falso sem sofrer as consequências? Pensas que estamos a brincar? Ou pensas que tudo isto é uma espécie de teatro onde cada um debita as suas falas ao pequeno-almoço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Penso que o Bispo odeia o Alexandre. É isso que eu penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: É isso que tu pensas, portanto. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Agora vou dizer-te uma coisa, rapaz. Uma coisa que te deixe admirado. Eu não te odeio. Amo-te. Mas o Amor, o Amor que tenho por ti, pela tua mãe e pelas tuas irmãs não é cego, nem sequer cobarde. É um amor forte e rude, Alexandre. Se me vejo obrigado a castigar-te, sofro mais do que tu pensas. Mas o amor por ti obriga-me a ser verdadeiro. Obriga-me a educar-te, a formar-te, ainda que me cause sofrimento. Percebes o qur digo, Alexandre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Quando eu era criança, os adultos não eram tão brandos. Os pequenos patifes eram punidos de forma exemplar, mas com amor. Havia uma espécie de chicote. Agora também há, podes vê-lo, ali em cima da mesa, serve para bater os tapetes, mas também tem outra utilidade. Além disso, também tínhamos outro meio eficaz: o óleo de rícino. Olha para ele; a garrafa está ali e também um copo. Depois dumas goladas, a garganta ficava mais macia. E se o óleo de rícino não bastasse, havia sempre um lugar escuro e muitas vezes frio onde o infractor era amarrado durante algumas horas até os ratos virem cheirar-lhe a cara. Estás a vê-lo, Alexandre, ali, debaixo da escada? É um lugar bastante espaçoso. Está à tua espera. Existem ainda outros métodos, mais bárbaros, mas não os aprovo, eram humilhantes e perigosos, e nos dias de hoje, estão fora de questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Se eu confessar, recebo algum castigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Tu decidirás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Mas por que é que eu tenho de ser castigado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: É simples. Há em ti uma falha de carácter. Não sabes distinguir a diferença entre a mentira e a verdade. És ainda uma criança e as tuas mentiras são as de uma criança - por mais espantosas que sejam. Mas em breve serás um homem, um adulto, e a vida castiga os mentirosos, sem amor nem contemplações. O castigo ensinar-te-á a amar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Confesso que inventei a história de que o bispo tinha fechado à chave a mulher e as filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Confessas ter jurado falso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Penso que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Conseguiste uma grande vitória sobre ti próprio, meu rapaz. Uma grande vitória sobre ti próprio. Qual é o castigo que escolhes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Quantas chicotadas vou levar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Dez, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Então prefiro o chicote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Baixa os calções. Deita-te de barriga em cima do sofá. Põe uma almofada debaixo da barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se as dez chicotadas, não excessivamente fortes. Alexandre mantém-se calado, morde a mão, as lágrimas correm-lhe dos olhos, pelo nariz, o rosto fica arroxeado, o sangue salta da pele rasgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Puxa os calções para cima. Assoa-te. Empresta-lhe um lenço, Justina. Então o que é que dizes, Alexandre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ALEXANDRE: O Alexandre pede perdão ao Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Pelas suas mentiras e por ter jurado falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Pelas suas mentiras e por ter jurado falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Percebeste que te castiguei por amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Percebi.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Beija-me a mão, Alexandre!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE &lt;em&gt;(beija a mão do bispo)&lt;/em&gt;: Agora posso ir deitar-me?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Podes, meu rapaz. Mas para conseguires reflectir com calma sobre os acontecimentos do dia, vais dormir no sótão. A Justina vai dar-te um colchão e um cobertor. Henrietta abrir-te-á a porta amanhã, às seis horas, e então ficarás livre. Está bem assim, Alexandre?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Sim, senhor Bispo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115718625804401072?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115718625804401072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115718625804401072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115718625804401072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115718625804401072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/fanny-e-alexandre-excertos_02.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115714334149995812</id><published>2006-09-01T21:20:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T21:43:30.240+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-9.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A casa do bispo ergue-se em frente da catedral. Foi construída nos finais do século XV. É um enorme edifício em pedra, com um número incalculável de divisões sombrias, de paredes grossas, de pequenas janelas, de entradas erguidas sobre pedras e soalhos de madeira cheia de nós. As vigas do tecto são fingidas e a sala de festas e outras divisões estão cobertas de pinturas que representam cenas do Antigo Testamento. Tanto no Verão como no Inverno, há sempre grandes lumes acesos nas lareiras para combater o frio e a humidade. (...) As salas estão mobiladas com um gosto antiquado. O bispo e os seus antecessores nunca se importaram com os confortos da vida. O estilo é pesado e severo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobem para a zona superior da casa. A imponente escadaria de pedra, com colunas altas e janelas estreitas e esverdeadas, ressoa com os ecos que se cruzam e os risos forçados. O bispo pegou na mão de Émilie, e arrasta-a com ele para o quarto de dormir. Estão ambos um pouco cansados porque vieram a correr à frente dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Tenho uma coisa a pedir-te. Uma só, mas que é importante. Vou dizer-ta sem esperar mais tempo, para que possas mudar de opinião se achares que é impossível pô-la em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Diz lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Quero que tu e os teus filhos venham morar para minha casa sem trazerem nada convosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Que queres dizer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Tu és rica, estás habituada a um luxo que não posso proporcionar-te. É por essa razão que quero que abandones o teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Quanto a isso já ambos ficámos de acordo. Agora, dá-me um beijo e diz que sou uma dádiva de Deus a sua eminência o Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(beija-a rapidamente)&lt;/em&gt;: Quero que deixes a tua casa, o teu guarda-roupa, as tuas jóias, os teus móveis, os teus amigos, os teus bens, os teus hábitos, os teus pensamentos. Quero que abandones totalmente a tua vida passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Queres que eu venha para aqui completamente nua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(sorri)&lt;/em&gt;: Estou a falar a sério, meu amor. É preciso que entres na tua nova vida como se tivesses acabado de nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: E os meus filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Os teus filhos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Os seus brinquedos, as suas bonecas, os seus livros, as suas coisas pessoais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(interrompendo-a)&lt;/em&gt;: Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Tenho que falar com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: És tu é que decides, Émilie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Eu posso decidir por mim. Não posso decidir por eles. Por isso preciso de lhes perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Eles têm que sacrificar alguma coisa pela felicidade da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: (...) A minha vida tem sido uma vida vazia e superficial, uma vida estouvada e fácil. Sempre invejei a vida que tu levas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(emocionado)&lt;/em&gt;: Eu sei, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Não me custa absolutamente nada fazer o que me pedes. Faço-o com alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(com lágrimas nos olhos)&lt;/em&gt;: Quero que vivamos um para o outro. Vamos viver perante Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Acho que nunca levei nada realmente a sério em toda a minha vida. Nem a minha profissão, nem os meus filhos, nem ninguém. Às vezes perguntava-me se não havia qualquer coisa em mim que não estava bem. Não podia entender porque, mesmo não havendo nada que realmente me fizesse mal, não me sentia realmente feliz. Agora sei. Sei também que vamos magoar-nos, sei, e não tenho medo. Sei que iremos dar prazer um ao outro, sei e choro apoquentada porque o tempo é escasso, os dias passam depressa e nada é imutável.&lt;br /&gt;Dizes que o teu Deus é o Deus do amor. Seria bom poder acreditar como tu acreditas. Talvez isso aconteça. Mas o meu Deus, Edvard, é diferente. É como eu, mutável, sem limites, e não é de forma alguma palpável, quer na sua crueldade quer na sua ternura. Sou uma actriz, estou habituada a usar máscaras. O meu Deus usa mil máscaras, nunca mostrou o rosto, tal como eu sou incapaz de te mostrar ou ao teu Deus o meu verdadeiro rosto. Através de ti, aprenderei a conhecer o teu Deus. Beija-me e aperta-me com força nos teus braços, imóvel, como só tu, meu amor, sabes fazer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115714334149995812?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115714334149995812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115714334149995812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115714334149995812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115714334149995812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/09/fanny-e-alexandre-excertos.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115686913652834587</id><published>2006-08-29T08:17:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T07:56:32.023+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-38.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um dia no princípio de Maio, em plena Primavera, faz calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, Émilie surge à entrada da cozinha, muito bem vestida com um fato cinzento claro de mangas transparentes e traz um cinto largo, bordado. Dirige-se a Alexandre com voz grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Quando acabares de beber o chocolate, gostava de falar contigo. (...) Vamos os dois à biblioteca para cumprimentar alguém que veio visitar-nos. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; É alguém que te quer falar. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Não é preciso chorares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Mas o que é que eu fiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Sabes melhor que ninguém. Anda, vamos à biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe levanta-se, e pega no filho pela mão. Dirigem-se os dois à biblioteca. Ali encontra o bispo que folheia um livro do pai, e que imediatamente olha e sorri para os que entram. Visto da perspectiva de Alexandre, Edvard Vergérus é impressionante: alto, ombros largos, rosto comprido com mossas e envolto numa cabeleira cinzenta clara, barba, e olhos dum azul intenso. Veste uma casaca de pastor e a sua cruz de ouro cintila no tecido escuro. Estende uma mão a Alexandre. Alexandre faz-lhe uma vénia profunda. A mãe senta-se no enorme canapé de couro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD VERGÉRUS: Bom-dia, Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Bom-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Tu e eu já nos encontrámos. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Em circunstâncias dolorosas. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Quando enterrei o teu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: A partir daí a tua mãe, que não tem apoio masculino, já me consultou algumas vezes para me fazer saber das suas preocupações. O que é perfeitamente natural. Sou um amigo íntimo da tua avó e o pastor desta paróquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Durante este período difícil, Monsenhor foi muito bom para mim e não sei como conseguiria aguentar sem a sua ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Também falámos de ti, pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bispo está sentado no sofá em frente da mesa da biblioteca, puxou dum estojo de cabedal e retirou dele um cachimbo e um saquinho cheio de tabaco. Enche cuidadosamente o cachimbo e acende-o nas costas do sofá e observa Alexandre com os olhos a brilhar, dum azul intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Já disse ao senhor Bispo como me sinto orgulhosa e feliz com os meus filhos queridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Ouvi dizer que tu e as tuas irmãs vão bem na escola. Que sois atentos, trabalhadores e tiveram boas notas pelo Natal. É assim, Alexandre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE &lt;em&gt;(murmura)&lt;/em&gt;: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Não precisas de ter medo. Sou teu amigo e só te quero bem. Acreditas ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: &lt;em&gt;(quase a chorar)&lt;/em&gt;: Acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Mas trabalhar bem e ter boas notas não é tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Alexandre, assoa-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre assoa-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Tens o lenço todo sujo! A Maj não te deu hoje um lenço limpo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Deu. (Assoa-se e murmura) Sujidade de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(que é surdo dum ouvido)&lt;/em&gt;: Como te dizia, trabalhar bem e ter boas notas não é tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Ouve o que diz Monsenhor, Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Mas ele está a ouvir-me. Não estás, Alexandre? E estás um pouco apreensivo com o que vou dizer, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre resmunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Estás a crescer, Alexandre. Por isso vou falar contigo como um adulto falaria com outro adulto. És capaz de me dizer, és capaz de me explicar o que é mentira e o que é verdade? És capaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre continua calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Talvez penses que é uma pergunta estúpida, e de facto é. Estava apenas a brincar. Tu sabes muito bem o que é mentira e o que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Muito bem, meu rapaz, muito bem. E também sabes por que se mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Porque não se quer dizer a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Essa é uma resposta astuta, meu caro. Mas não te safas assim tão facilmente. Por isso te pergunto: Por que é que não se quer dizer a verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre olha para o chão, sente o esqueleto a liquefazer-se lentamente, a abandoná-lo pela planta dos pés e a espalhar-se sobre o tapete oriental da biblioteca. O bispo sorri sozinho, mergulha um comprido dedo amarelado no fornilho do cachimbo para acamar o tabaco. Émilie, com ar desalentado, olha para o filho recalcitrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Temos muito tempo, Alexandre e a tua resposta interessa-me de tal maneira que vou esperar por ela o tempo que for preciso. Não acreditas, mas é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Mente-se para se conseguir ua vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Bem respondido, meu rapaz. Bem e de forma concisa. Agora vou continuar com o meu interrogatório e perdoa-me se te vou fazer algumas perguntas um pouco mais pessoais. Podes contar-nos, a mim e à tua mãe, por que mentiste na escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: O teu professor escreveu-me a dizer que andas a espalhar na aula as mais incríveis mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Vais negar... que andaste a dizer aos teus colegas que... que eu te tinha vendido a um circo ambulante &lt;em&gt;(lê a carta)&lt;/em&gt; e que no fim deste trimestre as pessoas do circo te vêm cá buscar? Que te vão ensinar a ser acrobata e a montar a cavalo com uma cigana da tua idade chamada Tamara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre fica calado, vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Como deves compreender, a tua mãe sentiu receio e pena quando leu esta carta. Não sabia o que fazer. Eu propus-lhe discutir contigo este assunto tão aborrecido, por isso aqui estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Devias ficar reconhecido por Monsenhor perder o seu tempo por tua causa, Alexandre. Não achas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre baixa a cabeçe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Dizíamos há pouco que aquele que mente quer, graças à sua mentira, obter uma vantagem. Agora, segundo toda a lógica, eu pergunto-te: que vantagem achavas tu que obtinhas ao dizeres que a tua mãe te tinha vendido a um circo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD &lt;em&gt;(sorrindo)&lt;/em&gt;: Acho que sabes muito bem, mas que tens vergonha de dizer. Tens vergonha, é isso? Está bem, meu caro. Está muito bem. Isso só demonstra que no futuro evitarás deixar-te levar por tais fantasias. Agora vais pedir perdão à tua mãe pelo desgosto e pela inquietação que lhe provocaste. Vá, pede perdão à tua mãe. &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; Estás a ouvir o que te digo, Alexandre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre mantém os ombros crispados e a cabeça baixa, não chora mais, cerra os punhos e acaba por se dirigir à mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Mamã, peço perdão por ter mentido e prometo não voltar a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe beija um Alexandre completamente petrificado e puxa-o para si, sentando-o nos joelhos. Alexandre deixa-se ficar assim, inerte, como uma marioneta sem fios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDVARD: Está bem, Alexandre. O assunto está resolvido e não vamos falar mais nisto. Sabes que a imaginação é algo de magnífico, é uma força enorme, um dom de Deus. Entre os homens, são os grandes artistas, os poetas, os músicos, que se servem dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bispo pôs-se de pé e dá pancadinhas na cabeça de Alexandre com a mão enorme e ossuda. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115686913652834587?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115686913652834587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115686913652834587' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115686913652834587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115686913652834587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/fanny-e-alexandre-excertos_29.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115661566245980445</id><published>2006-08-26T19:18:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T17:18:21.993+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-3.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É claro que não foi possível respeitar as últimas vontades de Oscar Ekdahl. É por causa dos vivos, não dos mortos, que se fazem os funerais. (...)&lt;br /&gt;O funeral de Oscar Ekdahl torna-se assim um acontecimento importante na crónica da cidade. O bispo faz o elogio fúnebre, uma companhia presta-lhe honras militares, os estudantes fazem alas junto do caixão, as bandeiras maçónicas drapejam ao vento forte de Inverno, a banda do regimento toca a &lt;em&gt;Marcha Fúnebre&lt;/em&gt; de Chopin, a catedral está apinhada de público respeitoso que pode assistir a um emocionante solo de Héléna Ekdahl, nascida Mandelbaum. Em poucas frases curtas, trespassadas pela emoção, despede-se do filho. Pode ver-se também a bela viúva, petrificada pelo desgosto, apoiar-se pesadamente no braço do bispo. Pode ver-se os três órfãos seguir de mãos dadas, atrás da mãe. Mas ninguém, salvo Fanny, pode ouvir o monólogo de Alexandre. (...) Fanny ouve o irmão debitar qualquer coisa, sozinho, palavras isoladas, uma por cada passo. E põe-se a escutar, tentando perceber para além do ruído e da música fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Merda - greta - cu - picha - cagada - inferno - satanás - t'arrenego - figas - cagar - chichi - caca - gata - cagalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fanny aperta-lhe a mão com força, ele vira-se para ela e olha com ar grave. Ele dirige-lhe um sorriso rápido como um relâmpago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite cai quando descem o caixão na sepultura de família. Cessou a tempestade de neve, mas o frio continua a morder.&lt;br /&gt;Perfeitamente encenado e realizado, o jantar do funeral é um assunto que Héléna tratou. Uma centena de convidados come os catorze pratos e bebe os sete vinhos. De início, em surdina e cerimoniosamente, a conversa anima-se ao longo da noite e torna-se calorosamente alegre mas digna, abafando completamente a música executada por uma pequena orquestra de cordas que no salão tenta criar uma atmosfera de melancolia serena. Émilie inclina-se para o lado para ouvir o bispo que, de olhos brilhantes, não pára de falar. As suas faces pálidas adquiriram cor e a sua boca delicada sorri súbita e discretamente, sem perturbar a gravidade amena que envolve a sua silhueta graciosa.&lt;br /&gt;Fanny e Alexandre obtiveram da mãe autorização para se retirarem da festa. Foram refugiar-se no seu quarto de crianças, estão tristes, têm sono, estão sentados, sem vontade sequer de fazer seja o que for, à mesa branca, tendo à sua frente papel de desenho e lápis de cores. Não despiram os fatos domingueiros, as meias pretas incomodam-nos, as golas de marinheiros estão tortas e nos cabelos de Fanny o laço branco está descaído.&lt;br /&gt;Ouvem muito ao longe o rumor do jantar e as notas lamentosas da orquestra. Fanny boceja, Alexandre boceja, ninguém vem pô-los na cama, ninguém vem rezar com eles a oração da noite, nem acender a luz da vela. Maj serve à mesa com as outras criadas e as empregadas do restaurante do Teatro.&lt;br /&gt;Ouve-se então uma música fraca que vem da saleta ao lado do quarto dos pais, notas esparsas e hesitantes tocadas no velho cravo e que há tempo não toca. Fanny e Alexandre põem-se à escuta, e começam a ficar arrepiados. Há alguém na saleta, alguém que está a tocar no cravo da mamã. Alguém.&lt;br /&gt;Sem dizerem palavra, dão as mãos e atravessam juntos a sala escura até chegarem à saleta. Um candeeiro a petróleo com um quebra-luz está aceso em cima da secretária da mãe, espalhando uma luz suave e incerta e muitas sombras na obscuridade amarelada por de trás dos móveis. Um homem está sentado ao cravo, de costas para a sala, e com as mãos vai tacteando as teclas. Volta o rosto para as crianças, ao fundo, junto à porta. É Oscar Ekdahl.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115661566245980445?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115661566245980445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115661566245980445' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115661566245980445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115661566245980445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/fanny-e-alexandre-excertos_26.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115657993456595339</id><published>2006-08-26T15:17:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T15:36:08.310+01:00</updated><title type='text'>Fanny e Alexandre- Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;Fanny e Alexandre&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, datado de 1982, foi anunciado como o último filme de Ingmar Bergman. Tal não se verificou, na medida em que a produção do realizador continuou praticamente até ao presente, mas o filme surge como uma espécie de sumário de toda a sua obra. Contando com as interpretações principais de &lt;em&gt;Gunn Wallgren&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ewa Fröling&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Bertil Guve&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pernilla Allwin&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Jarl Kulle&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Erland Josephson&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Jan Malmsjo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Harriet Andersson&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Allan Edwall&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mats Bergman&lt;/em&gt;, a história, passada de finais do século XIX para o século XX, é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt; (...) É noite de Natal, festa familiar que reúne à volta da velha e antiga actriz Héléna Ekdahl os seus três filhos, as respectivas mulheres e filhos, as criadas e também os actores do teatro da pequena cidade, dirigido por Oscar, marido da bela actriz Émilie.&lt;br /&gt;Com a morte de Oscar, Émilie abandona a direcção da companhia para se casar com o bispo Edvard. Está cansada de representar papéis, quer viver na verdade, a paixão. (...) Na sinistra casa em que Émilie se instalou com os seus três filhos, Amanda, Alexandre e Fanny, o bispo revela a sua verdadeira natureza: puritano, sádico, perverso; enclausura Émilie, maltrata as crianças. Os fantasmas da sua primeira mulher e das suas filhas, mortas afogadas, atormentam Alexandre, criança sensível e imaginativa."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É, pois, de um filme que aborda questões em torno da alegria, da tristeza, da dor, do medo, da religião e do sobrenatural que aqui vos vou fazer uma pequena apresentação, a partir de alguns excertos do argumento. Um argumento que será o último dos filmes de Bergman anunciados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas para já:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Émilie, muito direita, está à entrada do quarto, continua de roupão, com os cabelos enrolados, e faz sinal às crianças para se aproximarem. Fanny e Alexandre obedecem-lhe, mas Alexandre continua parado. Está com medo. A mãe vem ao seu encontro, inclina-se para ele e murmura-lhe qualquer coisa ao ouvido. Ele abana a cabeça devagar, ela pega-lhe na mão e leva-o até junto do moribundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-1.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Os estores claros, decorados com pinturas, estão semicerrados, e um doce claro-escuro reina no aposento. As camas pintadas de branco estão ao lado uma da outra, uma delas tinha sido feita rapidamente, Oscar Ekdahl está meio sentado na outra, com uma montanha de almofadas a suster-lhe as costas. A camisa branca do doente resplandece. O rosto tem um ar pardacento. Os olhos estão fechados, as pálpebras inchadas e negras, a boca entreaberta, as mãos pousadas suavemente em cima da colcha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Quando Oscar se põe a falar, continua de olhos fechados. A voz é fraca e um pouco lenta, mas consegue falar como de costume.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OSCAR:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não estejam preocupados. Não é preciso ter medo. Não tenho dores. Sinto-me melhor, como não me sentia há muito tempo. Não liguem por eu estar de olhos fechados. A luz está um pouco forte, e não faz mal que eu esteja de olhos fechados, pois não? &lt;em&gt;(Ri-se)&lt;/em&gt; Agora posso perfeitamente desempenhar o papel de Espectro, nada me separa de vocês, nem agora nem depois. Sei isso, vejo-o com toda a clareza. Agora estarei mais próximo de vocês do que quando estava vivo. Venham pôr-se em frente de mim, um a um, para que eu vos veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda aproxima-se do pai que leva a mão esquerda à testa para proteger os olhos. Começa a pestanejar com dificuldade, mas consegue manter os olhos abertos, vê a filha e sorri para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: Agora quero ver o Alexandre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALEXANDRE: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre apoia-se com força contra a porta e maneia a cabeça por diversas vezes. A avó levanta-se, pega-lhe na mão, fica por momentos parada e em seguida condu-lo com doçura mas também com firmeza até junto do pai que lhe pega imediatamente na mão e não a larga. Oscar Ekdahl fecha os olhos, continua com a mão do filho agarrada e murmura qualquer coisa: os lábios movem-se mas as suas palavras não se entendem. Depois olha intensamente para o filho, o que para Alexandre é demasiado, e ele deita-se no chão, Émilie e a avó levantam-no, Alexandre está transido de medo, elas arrastam-no até ao cadeirão da avó onde ele se anicha, com os braços apertados contra o rosto.&lt;br /&gt;Fanny está perfeitamente senhora de si, pega na mão do pai, inclina-se para ele e beija-o na cara ("Tenho três anos menos que o Alexandre e não tenho nenhum medo. E mesmo que cheirasse mal não iria pensar que era insuportável").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: Diz ao Alexandre que não deve ter medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FANNY &lt;em&gt;(faz que sim com a cabeça de maneira enérgica)&lt;/em&gt;: Eu vou dizer-lhe, pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/fanny-2.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Émilie volta a sentar-se na beira da cama. Fanny e Amanda estão sentadas no chão encostadas ao toucador da mãe. A avó continua perto da janela. Alexandre permanece encolhido no cadeirão, com os braços a tapar-lhe o rosto. De vez em quando lança um olhar na direcção do moribundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: Tu vais ficar à frente do Teatro. O senhor Sandblad pôr-te-á ao corrente das questões financeiras. Quanto à direcção artístiva, vais ser tu quem decide. &lt;em&gt;(Esboça um sorriso)&lt;/em&gt; Como sempre, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Farei o que puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: E um enterro simples, Émilie, não te esqueças. Nada de cerimónias na catedral, nem orquestra a tocar a &lt;em&gt;Marcha Fúnebre&lt;/em&gt; de Chopin e o Bispo a fazer um discurso em frente do caixão. Promete-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE: Prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: É preciso que tudo continue como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉMILIE &lt;em&gt;(com tristeza)&lt;/em&gt;: Prometo-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSCAR: Daqui a pouco estarei morto. Agarras-me na mão? &lt;em&gt;(Émilie faz que sim com a cabeça)&lt;/em&gt; A eternidade, Émilie! &lt;em&gt;(Silêncio)&lt;/em&gt; A eternidade!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Fanny e Alexandre&lt;/strong&gt;. Lisboa: Assírio &amp;amp; Alvim, 2006)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115657993456595339?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115657993456595339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115657993456595339' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115657993456595339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115657993456595339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/fanny-e-alexandre-excertos.html' title='Fanny e Alexandre- Excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_fanny-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115643551369351800</id><published>2006-08-24T16:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T17:12:18.396+01:00</updated><title type='text'>Do saber (ou não) vingar-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/KidsEscandinavia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Então, entre os que sabem vingar-se ou, em geral, defender-se - como se passam as coisas? Esses, logo que ficam possuídos, digamos, pela ideia de vingança, só guardam dentro deles essa ideia até que tenham atingido o seu desígnio. Um senhor deste tipo investe a direito contra o alvo, como um touro bravo, de cornos baixos, e só uma parede o faz parar. (...) Pois bem, este homem espontâneo é o que eu considero o mais normal, tal como o imaginava a mãezinha dele- a natureza- quando o deitou ao mundo. E tenho ciúmes dele que me exasperam. Ele é idiota, não vou contrariar-vos neste ponto, mas quem vos garante que o homem normal não tem de ser idiota?- que sabeis vós disso? Talvez até seja elegante. Estou tanto mais convicto desta, digamos, suspeita porquanto se tomardes, por exemplo, a antítese do homem normal, ou seja, o homem de consciência alargada, que vai buscar as suas origens já não à natureza, claro, mas ao fundo de uma retorta (...), acontece ao homem da retorta achincalhar-se perante a sua antítese a ponto de, por si mesmo, se sentir, com a maior sinceridade desta vida, com toda a sua consciência alargada, um rato, e já não um homem. Um rato de consciência alargada, talvez, mas um rato, e o outro é que é o homem, e daí as consequências, e assim por diante. Principalmente, é por si mesmo, por sua própria iniciativa que ele se toma por rato; ninguém lho pede; e esse é um ponto capital. Observemos agora um rato em acção. Suponhamos, por exemplo, que também ele foi humilhado (é humilhado quase perpetuamente) e que também ele se deseja vingar. Então acumula uma raiva ainda maior que a de&lt;em&gt; l'homme de la nature et de la vérité&lt;/em&gt;. Aquele seu feio apetitezinho, reles, de pagar da mesma moeda ao ofensor rói-o por dentro, de uma maneira talvez ainda mais torpe do que aconteceu com &lt;em&gt;l'homme de la nature et de la vérité&lt;/em&gt;, porque &lt;em&gt;l'homme de la nature et de la vérité&lt;/em&gt;, com a sua idiotia congénita, estima que a sua vingança mais não é do que um acto de justiça; mas o rato, mercê da sua consciência alargada, nega tal justiça. Chegamos agora ao acto enquanto tal, à vingança propriamente dita. O desgraçado rato, para além da sua baixeza original, teve tempo de se rodear do círculo formado pelas questões e pelas dúvidas, e por outras nojices que tais; a uma pergunta única acrescentou o rato tantas outras perguntas sem resposta que viu amontoar-se à sua volta numa espécie de lodaçal mortífero, um monturo fétido composto das suas dúvidas, inquietações e, para terminar, dos escarros que lhe cuspinham os espontâneos homens de acção que, rodeando-o gravemente como seus juízes ou tiranos, o cobrem de ridículo rindo a bandeiras despregadas. Claro que ao rato apenas resta esboçar um gesto de impotência com a patita, arvorar um sorrisinho de desprezo em que nem acredita e enfiar-se no buraco com o rabo entre as pernas. Aí, no fundo do seu subterrâneo malcheiroso, abjecto, o nosso ratinho humilhado, tolhido, escarnecido, logo mergulha numa raiva fria e venenosa, uma raiva- aqui é que bate o ponto!- perpétua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fiódor Dostoiévski- Idem, &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;. Fotografia de &lt;em&gt;Carlos Morales Mengotty&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115643551369351800?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115643551369351800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115643551369351800' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115643551369351800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115643551369351800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/do-saber-ou-no-vingar-se.html' title='Do saber (ou não) vingar-se'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_KidsEscandinavia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115643447938027146</id><published>2006-08-24T16:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T16:47:59.393+01:00</updated><title type='text'>As recordações dos homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/CallesFeb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nas recordações de qualquer homem há certas coisas que ele não revela a toda a gente, apenas aos amigos. Há outras que nem aos amigos ele revelará, apenas a si mesmo e só secretamente. E, finalmente, há outras que o homem até a si mesmo tem medo de revelar, e qualquer homem decente acumula bastantes recordações dessas. Ou seja, quanto mais decente for, tantas mais recordações dessas tem. Pelo menos, eu, pessoalmente, só há pouco ousei recordar certas aventuras do meu passado, a que até então me esquivara com uma espécie de inquietação. Ora, neste momento, quando não só estou a recordá-las mas ainda por cima me atrevo a anotá-las, queria experimentar: é possível, ou não, ser-se absolutamente sincero pelo menos consigo mesmo e não ter medo de toda a verdade? Uma observação: Heine afirma que as autobiografias sinceras são quase impossíveis e que, de certeza, qualquer homem mentirá ao falar de si mesmo. Na opinião dele, o Rousseau, por exemplo, caluniou-se a si mesmo nas suas confissões, e caluniou-se até intencionalmente, por vaidade. Estou convencido que Heine tem razão; compreendo muito bem como se pode, por vezes, só por vaidade, assacar a si próprio até alguns crimes, e eu percebo muito bem de que género pode ser essa vaidade. Heine, porém, estava a falar de um homem que se confessava, perante o público. Quanto a mim, escrevo só para a minha pessoa e declaro, de uma vez para sempre, que se escrevo como se estivesse a dirigir-me aos leitores, faço-o exclusivamente por fingimento, porque é mais fácil para mim escrever desta forma. É apenas uma forma, uma forma sem importância, nunca terei leitores. Já o declarei.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fiódor Dostoiévski- Idem, &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;. Fotografia de &lt;em&gt;Carlos Morales Mengotty&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115643447938027146?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115643447938027146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115643447938027146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115643447938027146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115643447938027146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/as-recordaes-dos-homens.html' title='As recordações dos homens'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_CallesFeb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115640206317462053</id><published>2006-08-24T08:05:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T17:11:32.236+01:00</updated><title type='text'>A vantagem para o Homem: alcances e limites</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/CallesSep.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Oh, mas digam-me: quem foi o primeiro a proclamar, o primeiro a declarar que o homem faz sujeiras só porque não conhece os seus verdadeiros interesses; e que, se for esclarecido, se alguém lhe abrir os olhos para os seus verdadeiros e normais interesses, o homem deixará imediatamente de fazer pulhices, tornar-se-á sem tardança bom e nobre, porque, iluminado por alguém e na posse da consciência das suas vantagens, ele, consequentemente, começará por assim dizer a fazer o bem? Ó criança! Ó bebé puro e inocente! Mas desde quando, em primeiro lugar, em toda essa ceterva de milhares de anos, o homem age apenas movido pela vantagem própria? Que fazer então dos milhões de factos testemunhando que os homens, conscientemente, ou seja, compreendendo totalmente quais são as suas verdadeiras vantagens, as afastaram para segundo plano e se atiraram por outro caminho, se entregaram ao risco, ao deus-dará, sem serem forçados por nada nem por ninguém, mas não querendo contudo seguir o bom caminho e abrindo teimosa e voluntariosamente o outro, difícil, absurdo, procurando-o por entre a escuridão? Significa que tal teimosia e voluntariedade lhes foi de facto mais atraente do que qualquer vantagem... Vantagem! O que é vantagem? Querereis tomar a responsabilidade de definir com toda a precisão em que consiste exactamente a vantagem para o homem? E se suceder que a vantagem humana, em &lt;em&gt;determinada ocasião&lt;/em&gt;, consista, não só possível mas precisamente, em desejar para si o pior e não o que mais lhe convém? Se assim for, se tal ocasião pode acontecer, então toda a vossa regra dá em nada. (...) Porque as vossas vantagens são a prosperidade, a liberdade, a tranquilidade, etcaetera, etcaetera; portanto, um homem que, digamos, alerta e conscientemente agisse em contradição com essa lista seria, na vossa e, sem dúvida, na minha opinião, um obscurantista ou um doido varrido, não seria? (...) A nossa própria, livre e independente vontade, o nosso próprio capricho, por mais absurdo e selvagem que seja, a nossa própria fantasia, desenfreada por vezes até à loucura- eis a mais vantajosa das vantagens, a que foi omitida, a que não se encaixa em nenhuma classificação e que permanentemente faz desmoronarem-se todos os sistemas e teorias. Onde foram todos esses sábios buscar a ideia de que o homem precisa de uma qualquer vontade normal e virtuosa? Por que razão fantasiaram eles que é indispensável ao homem uma vontade sensatamente vantajosa? O que o homem precisa é só de uma vontade &lt;em&gt;independente&lt;/em&gt;, custe o que custar e leve aonde levar esta independência. E sabe-se lá que diabo de vontade é essa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fiódor Dostoiévski- Idem, &lt;strong&gt;Ibidem.&lt;/strong&gt; Fotografia de &lt;em&gt;Carlos Morales Mengotty&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115640206317462053?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115640206317462053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115640206317462053' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115640206317462053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115640206317462053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/vantagem-para-o-homem-alcances-e.html' title='A vantagem para o Homem: alcances e limites'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_CallesSep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115635465746775207</id><published>2006-08-23T18:31:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T18:37:37.480+01:00</updated><title type='text'>Para onde vai o Homem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas o homem é uma criatura leviana e pouco escrupulosa e, talvez, à semelhança do xadrezista, apenas goste do processo de ir para determinado objectivo e não do objectivo em si. E quem sabe (não há a certeza) se, talvez, todo o objectivo a que a humanidade aspira na terra consista exclusivamente nesta ininterrupção do processo de ir para um objectivo, por outras palavras, na própria vida e não no objectivo em si, quem sem dúvida outra coisa não é do que os dois e dois serem quatro, ou seja, uma fórmula, mas dois mais dois são quatro não é a vida, meus senhores, e sim o início da morte. Pelo menos, o homem sempre teve certo medo desse dois mais dois são quatro, e eu ainda agora lhe tenho medo. Pois é, o homem não faz outra coisa senão procurar esses dois mais dois são quatro, atravessa oceanos, sacrifica a vida nessa procura, mas, na realidade, tem medo de encontrá-lo, juro. Porque sente que, quando o encontrar, não haverá mais nada para procurar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/MetroMay.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Os operários, depois de terminarem um trabalho, pelo menos recebem a paga, vão com esse dinheiro à taberna, depois vão parar à esquadra - e têm ocupação para uma semana. E o nosso homem, para onde vai? Transparece-lhe sempre, pelo menos, um qualquer embaraço quando alcança os objectivos. Gosta de consecusão, mas não gosta de conseguir - é, sem dúvida, muito engraçado. Numa palavra, o homem é feito de maneira cómica; em tudo isto haverá, pelos vistos, uma espécie de trocadilho. Mas o dois mais dois são quatro é uma coisa insuportável. O dois mais dois são quatro é, na minha opinião, um atrevimento. O dois mais dois são quatro é arrogante, espeta-se-nos no caminho com as mãos nas ancas e cospe. Estou de acordo que o dois mais dois são quatro é uma coisa excelente; mas, já que estamos na louvaminha, então o dois mais dois são cinco também é, às vezes, uma coisinha simpática.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fiódor Dostoiévski- &lt;strong&gt;Cardernos do subterrâneo&lt;/strong&gt;. Lisboa: Assírio &amp;amp; Alvim, 2000. Fotografia de &lt;em&gt;Carlos Morales Mengotty&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115635465746775207?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115635465746775207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115635465746775207' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115635465746775207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115635465746775207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/para-onde-vai-o-homem.html' title='Para onde vai o Homem?'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_MetroMay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115626962959615785</id><published>2006-08-22T19:01:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T17:56:21.306+01:00</updated><title type='text'>Em destaque: Apostolos Panagopoulos (3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Com este terceiro conjunto de imagens concluo a exposição relativa a &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Apostolos Panagopoulos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. Espero que tenham gostado ou que, pelos menos, tenha servido para conhecerem um tipo de trabalho que se destaca pelas influencias em jogo e pelas sínteses conseguidas. Fica aqui, no mínimo, uma referência. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quanto às imagens:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 22- The fall of Icarus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-22.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 23: Soldier's return home&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-23.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 24: Nex[t]us&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-24.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 25: Myth&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-25.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 26: Sacre du Printemps&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-26.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 27: Eros invincible in battles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-27.jpg" width="350" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 28: The liberation of Pegasus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-28.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 29: The death of Patoclus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-29.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 30: Pollution&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-30.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 31: A portrait&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-31.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 32: After a sewing lesson&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-32.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 33: Faraway scape&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-33.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 34: Dinner times&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-35.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 35: Mythos- a poster&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos-36.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiquem bem! :)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115626962959615785?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115626962959615785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115626962959615785' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115626962959615785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115626962959615785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/em-destaque-apostolos-panagopoulos-3.html' title='Em destaque: Apostolos Panagopoulos (3)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Apostolos-22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115619476375016842</id><published>2006-08-21T22:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T22:12:43.766+01:00</updated><title type='text'>Em destaque: Apostolos Panagopoulos (2)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Na medida em que as apresentações estão feitas dou já sequência a mais um conjunto de imagens de &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Apostolos Panagopoulos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 13: The tomb of Achilles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos13.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 14: The emancipation of Jeanne d'Arc&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos14.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 15: Smart food [Nature morte]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos15.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 16: The last supper of Oedipus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos16.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 17: The livingroom of Eve&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos17.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 18: Walking into twilight&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos18.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 19: Paradise descending&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos19.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 20: Nightscape&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos20.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 21: The Dead City&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos21.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por agora, fico por aqui, mas há mais... &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115619476375016842?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115619476375016842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115619476375016842' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115619476375016842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115619476375016842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/em-destaque-apostolos-panagopoulos-2.html' title='Em destaque: Apostolos Panagopoulos (2)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Apostolos13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115618338001573665</id><published>2006-08-21T19:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T19:28:53.976+01:00</updated><title type='text'>Em destaque: Apostolos Panagopoulos (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Com este post dou início a uma exposição que objectiva dar a conhecer o trabalho de &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Apostolos Panagopoulos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, criador de imagens omnimedia &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(de grande referência e com características muito particulares que estabelecem, inequivocamente diferenças, face a um universo maior de autores)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Apostolos Panagopoulos é de origem grega tendo sido criado em Atenas. Emigrou jovem para a Holanda onde vive actualmente. Em termos de formação, estudou História da Arte. Trabalhou com vários escultores e compositores, na qualidade de director de arte de cinema e televisão, tendo igualmente sido professor de artes. Dedica-se desde 1998 às artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente àquelas que são as fontes inspiradoras e objectivos de Apostolos, eis o que nos diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"As minhas fontes de inspiração mantêm-se as mesmas: um repertório de mitos contemporâneos, da Antiguidade Clássica Grega e da Época Isabelina, bem como literatura e música. E também não mudaram os objectivos: explorar a simbiose e o conflito entre os elementos culturais e tecnológicos clássicos e contemporâneos. Vejo-me não tanto como um pintor, no sentido tradicional da palavra, mas como um contador de histórias. E, tal como um compositor, tento alcançar uma linguagem mais universal. Com um alfabeto de memórias culturais, citações do passado e marcas da nossa realidade quotidiana, procuro erigir espelhos onde cada um possa ver reflectida a Condição Humana."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[In: Revista "Periférica". Nº 11, Outono 2004 (Janela Indiscreta)]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tendo como ponto de partida a apresentação e as palavras do autor, partamos agora, concretamente, para aquele que é o seu trabalho. Ora vejam:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 1: Silence&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos1.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 2: Nameless hours&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos2.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 3: A very hot afternoon&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos3.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 4: The marriage of Adam and Eve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos4.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 5: A Saraband for Abel and Cain&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos5.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 6: Orpheus descended&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos6.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 7: Dawn&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos7.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 8: After the midnight of a faun&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos8.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 9: Elysian fields [Dionysus Revisiting]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos9.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 10: Metro station named DESIRE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos10.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 11: The tomb of Cinderella&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos11.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Imagem 12: Moses awaiting the 11 th Commandment&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Apostolos12.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A seguir um outro conjunto de imagens. Aguardem! :)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115618338001573665?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115618338001573665/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115618338001573665' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115618338001573665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115618338001573665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/em-destaque-apostolos-panagopoulos-1.html' title='Em destaque: Apostolos Panagopoulos (1)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Apostolos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115588943957106944</id><published>2006-08-18T09:14:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:27:46.966+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/lagrimas09.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Diário de Agnès&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Dia de verão. Está fresco devido à proximidade do outono, mas o tempo está bonito e calmo. As minhas irmãs, Karin e Maria, vieram ver-me. É maravilhoso podermos estar juntas como dantes, quando éramos crianças. Sinto-me muito melhor, pudemos até dar um passeio as três, um grande acontecimento, sobretudo para mim que não saio de casa há tanto tempo. Passeámos calmamente até ao velho baloiço suspenso do carvalho. Em seguida ficámos sentadas as quatro (Anna também estava connosco) no baloiço e deixámo-nos embalar, vagarosamente, docemente.&lt;br /&gt;Fechei os olhos e senti o vento e o sol acariciarem-me o rosto. As dores tinham desaparecido. Os seres que mais amo no mundo estavam ao pé de mim, podia ouvi-las falar baixinho à minha volta, sentia a presença dos seus corpos. O calor das suas mãos. Mantive os olhos fechados, queria reter esses instantes e pensava: isto é certamente a Felicidade. Não posso desejar nada de melhor. Neste momento, e durante alguns minutos, posso saborear a plenitude. E sinto-me cheia de gratidão para com a minha vida que me dá tanto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;E assim dou por encerrada mais uma edição de excertos de um argumento de Bergman. Reforço a ideia de que a visualização do filme em muito enriquece o que aqui foi apresentado, para além de mostrar o que nem sequer vos foi feito chegar. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;Antes de um terceiro argumento, mais um intervalo, mais uma paragem, mais um arejar. O que vem por aí? Aguardem que não está muito longe no tempo. Até lá! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;em&gt;Bom fim-de-semana! :) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115588943957106944?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115588943957106944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115588943957106944' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115588943957106944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115588943957106944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos_18.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_lagrimas09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115579593846282147</id><published>2006-08-17T08:01:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:28:13.696+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-6.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As irmãs e os maridos regressaram do funeral [de Agnès] e estão todos sentados no salão. Aquecem-se, bebem uma chávena de chá e um cálice de xerez, enquanto esperam as viaturas que irão levá-los à estação.&lt;br /&gt;Anna está ocupada a fechar as malas e a trazê-las para baixo. Atravessa a sala, activa, vai e vem, sempre ocupada.&lt;br /&gt;A neve cai silenciosanente, sem parar.&lt;br /&gt;A conversação é lenta. Reina entre os cunhados uma polidez fria, um pouco marcada pelo desdém. As irmãs continuam na expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põem-se a caminho. (...) Karin detém-se antes de sair e diz a Maria que deseja dizer-lhe umas palavras. E as duas regressam ao salão. Estão ambas nervosas e hesitantes.&lt;br /&gt;- A noite passada estivemos tão próximas uma da outra, diz Karin, ansiosa. Pensaste naquilo que dissemos as duas?&lt;br /&gt;- Pensei, evidentemente, diz Maria, sorrindo.&lt;br /&gt;- Achas que podemos manter o que decidimos?&lt;br /&gt;- Claro que podemos, minha cara Karen, por que não?&lt;br /&gt;- Não sei. É tudo tão diferente do que aconteceu na noite passada.&lt;br /&gt;- Acho que nos tornámos muito mais próximas uma da outra, diz Maria, sorrindo.&lt;br /&gt;- Em que estás a pensar?&lt;br /&gt;- Penso naquilo que dissemos, responde Maria, surpreendida.&lt;br /&gt;- Não, não é nisso que estás a pensar, diz Karin, num tom subitamente áspero.&lt;br /&gt;- Estou a pensar que o Joakin está à minha espera, que é a coisa que ele mais detesta, diz Maria. Não entendo por que é que tu exiges que eu te diga o que estou a pensar. Afinal, o que queres tu?&lt;br /&gt;- Nada, responde Karin, fatigada.&lt;br /&gt;- Bem, se não queres nada, espero que não fiques vexada se eu me limitar a dizer-te adeus, responde Maria, friamente.&lt;br /&gt;- Tu tocaste-me, diz subitamente Karin que olha para a irmã com ar grave. Já não te lembras?&lt;br /&gt;- Não me posso lembrar de todas as minhas parvoíces e sobretudo não me apetece dar satisfações a respeito delas. Adeus, minha cara Karin. Toma cuidado contigo e dá um beijo às crianças. Ver-nos-emos pela Epifania, como de costume.&lt;br /&gt;Dispõe-se a beijar Karin na face, mas Karin afasta-se. Maria sorri para se desculpar as si própria e encolhe os ombros.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115579593846282147?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115579593846282147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115579593846282147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115579593846282147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115579593846282147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos_17.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115575938697003604</id><published>2006-08-16T21:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:28:41.093+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-5.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Quero que sejamos amigas, diz Maria a Karin. Quero que nos aproximemos uma da outra, que falemos uma com a outra. Afinal, somos irmãs. Temos tantas recordações em comum, podemos falar da nossa infância. Minha querida Karin, é tão estranho não conseguirmos tocar uma na outra, e só haja indiferença nas falas que trocamos. Por que não queres ser minha amiga? Fomos tão felizes e infelizes juntas, podíamos passar dias e noites a falar, podíamos rir e chorar juntas, nos braços uma da outra. Às vezes, quando deambulo por esta casa da nossa infância e onde tudo me parece ao mesmo tempo estranho e familiar, tenho a impressão de divagar num sonho e o sentimento de que algo nos vai acontecer, algo de decisivo, que qualquer coisa vai mudar nas nossas vidas, definitivamente. Não sei, não entendo nada. Sou uma ingénua, uma superficial. Tu leste muito mais que eu, pensaste sempre mais que eu, e tens uma experiência muito maior que a minha. Minha cara Karin, não seria bom aproveitarmos estes dias em que estamos juntas para aprendermos a conhecer-nos melhor uma à outra? Não suporto este silêncio, este afastamento. Disse alguma coisa que te feriu? Karin, achas que sim? Acontece-me tantas vezes, mas juro que não tinha a menor intenção de te magoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karin sacode a cabeça.&lt;br /&gt;- Estás enganada, diz ela, com dificuldade. Estás enganada. Eu apenas sinto medo.&lt;br /&gt;- De que é [que] tu tens medo? Não acredito que tenhas medo de mim. Não percebo o que estás a dizer. Tens medo de te confiares a mim, de me dares a tua confiança. Nem ao menos posso tocar-te?&lt;br /&gt;- Não, não podes tocar-me, diz Karin. Não me toques. Detesto qualquer espécie de contactos. Não te aproximes de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria ergueu-se e apesar do aviso da irmã, aproxima-se dela com precaução, lentamente; os seus movimentos são suaves. Depois cai de joelhos à sua frente, ergue a mão e acaricia-lhe a testa, a face, ergue a outra mão e acaricia-lhe a boca, e mantém as mãos em frente dos seus olhos. Karin permanece sentada sem se mexer, e não impede a irmã de lhe fazer festas.&lt;br /&gt;A seguir Maria inclina-se para ela e beija-a com precaução, primeiro nas faces, depois nas pálpebras e em seguida na boca (tudo isto de forma natural, sem paixão, mas com delicadeza).&lt;br /&gt;- Não, murmura Karin. Não, não quero que faças isso. Não quero.&lt;br /&gt;- Cala-te agora, murmura Maria.&lt;br /&gt;Continua a acariciar calmamente a irmã, com ternura.&lt;br /&gt;Karin começa a chorar. Um choro que não tem nada de ameno. É um choro violento, pesado, desagradável, áspero, entremeado de gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu marido diz que sou uma desastrada e tem razão. Sou uma desastrada. Tenho umas mãos enormes, sabes. Umas mãos que não me obedecem. Mas tu estás para aí a sorrir, aborrecida. Este não é o género de conversa que esperavas. Percebes bem a razão por que te odeio. Sabes bem que és ridícula com todo esse teu ar de menina sedutora e os teus sorrisos melados. Como consegui eu suportar-te, sempre, sem abrir a boca! Sei muito bem quem tu és, tu, com as tuas carícias e as tuas falsas promessas. Será possível entenderes que um ser humano consiga viver, suportando um ódio como o que eu trago comigo? Não existe estado de graça, nem alívio, ou socorro, nada. &lt;em&gt;Eu vejo!&lt;/em&gt; Nada me escapa, percebes? Por que será que não posso suportar os olhares suplicantes de Anna? Por que é que eu a esbofeteio? Por que é que eu achava a Agnès repugnante com toda a sua indolência, os seus zelos, o seu lado de solteirona? E as suas ridículas ambições artísticas? Ouviste? É isto que as pessoas ouvem quando a Karin se põe a falar!&lt;br /&gt;Ri-se e levanta-se.&lt;br /&gt;- E tu aí, com o teu sorrisinho frio. Em que é que estás a pensar? És capaz de me dizer? Posso saber a tua opinião? Não, duvido muito. Preferes ficar calada. Tens razão, Maria (muda subitamente de voz). Talvez tu quisesses ter um gesto realmente amável. Talvez quisesses apenas conhecer a tua irmã. Pobrezinha da Maria, assim meto-te medo. Mas eu estou só a falar, percebes? Não, não é verdade, isso não. Olha-me nos olhos. Não, olha para mim, Maria.&lt;br /&gt;Num impulso comum de súbita ternura as duas irmãs abraçam-se. Os seus rostos estão agora calmos, e falam entre si, calmamente e sinceramente.&lt;br /&gt;- Minha querida Maria, ouco-me a dizer todas estas palavras incompreensíveis e medonhas. Sou eu, mas ao mesmo tempo não sou eu.&lt;br /&gt;- Eu não quero ser fria, nem indiferente, diz Maria quase ao mesmo tempo. Parece uma doença, percebes? Quero ser calorosa, terna, gentil.&lt;br /&gt;- Talvez pudéssemos recomeçar tudo desde o início, pede Karin. Apagar todo o mal que temos feito.&lt;br /&gt;- Creio que se nós nos ajudássemos uma à outra, talvez conseguíssemos mudar tudo. Conhecemo-nos tão bem. Mas nós só utilizamos os nossos instintos para nos magoarmos mutuamente.&lt;br /&gt;Estão de mãos dadas. Olham-se nos olhos e sorriem, francamente, sem perfídia, sem inquietação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115575938697003604?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115575938697003604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115575938697003604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115575938697003604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115575938697003604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excerto_115575938697003604.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115570922075153547</id><published>2006-08-16T08:04:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:29:10.870+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-4.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Karin sorri ao olhar o quadro que representa Santa Teresa em devoção. É um sorriso sarcástico, quase obsceno. E regressa ao bordado.&lt;br /&gt;Anna entra na sala sem fazer barulho. Karin levanta-se imediatamente e coloca o trabalho numa cesta de vime que está a seu lado em cima duma mesa redonda de palhinha. Diz algumas palavras a Anna, dirige-se para a porta, e olha para Agnès que parece dormir. Acho que está a dormir, diz Karin voltada para Anna.&lt;br /&gt;Subitamente as duas sentem a proximidade da morte. Olham uma para a outra com um receio não dissimulado. A imobilidade da noite, o silêncio que abafa, o rosto doloroso da doente iluminado pela luz fraca do candeeiro da mesa-de-cabeceira, o murmúrio das vozes dos relógios. Tenho frio, diz Karin para si própria e em seguida abandona a sala.&lt;br /&gt;Anna aproxima-se do candeeiro de petróleo e faz baixar a chama até ela se tornar quase imperceptível. Senta-se de forma a poder vigiar Agnès e agasalha-se no seu xaile escuro.&lt;br /&gt;Agnès abre os olhos e balbucia qualquer coisa. Volta a repetir mais alto. Vem cá, Anna! Vem para junto de mim! Estás tão longe!&lt;br /&gt;Anna levanta-se imediatamente, fecha a porta atrás de si e detém-se junto do leito de Agnès. Vem para o pé de mim, fica aqui comigo, diz Agnès num fio de voz. Anna deixa cair o xaile no chão, tira as meias grossas e quentes e desliza para cima do leito. Em seguida abre a camisa de noite e com os seios descobertos, abraça docemente a doente, murmura-lhe palavras inaudíveis, reconfortantes, embala-a, beija-lhe a boca e as faces e deixa-se ficar com ela nos braços. Agnès entrega-se a esta ternura, acalma-se, a tensão que lhe percorre o corpo dolorido atenua-se e desaparece. És tão boa, murmura ela para Anna. És tão boa. Anna acaricia a cabeça e o rosto da doente com a sua enorme mão humedecida. Em seguida adormecem, nos braços uma da outra.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115570922075153547?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115570922075153547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115570922075153547' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115570922075153547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115570922075153547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos_16.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115563234538541534</id><published>2006-08-15T10:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T10:06:37.163+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- as filmagens</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Deixo-vos com um conjunto de fotografias tiradas durante as filmagens de &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lágrimas e Suspiros&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingrid Thulin, Ingmar Bergman, Liv Ullmann, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Harriet Andersson &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e Kari Sylwan)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-2.jpg" width="350" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Harriet Andersson)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingmar Bergman e Ingrid Thulin)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-4.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingmar Bergman e Harriet Andersson)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 5&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-5.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Liv Ullmann)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 6&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-6.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingmar Bergman, Ingrid Thulin e Liv Ullmann)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 7&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-7.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingmar Bergman e Ingrid Thulin)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 8&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-8.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Liv Ullmann, Ingrid Thulin e Ingmar Bergman)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 9&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-9.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingrid Thulin, Harriet Andersson, Ingmar Bergman e &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Liv Ullmann)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Fotografia 10&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Foto-10.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingmar Bergman)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E, agora, a história vai continuar.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115563234538541534?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115563234538541534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115563234538541534' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115563234538541534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115563234538541534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-as-filmagens.html' title='Lágrimas e Suspiros- as filmagens'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Foto-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115562952011999549</id><published>2006-08-15T09:20:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:29:49.616+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-3.jpg" width="350" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ingrid Thulin no papel de Karin)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Vamos ocupar-nos de Karin, durante alguns instantes.&lt;br /&gt;Está sentada à mesa, na companhia do marido, na grande sala de jantar de móveis maciços e paredes de um vermelho-escuro. É noite, e foram puxados os reposteiros pesados das janelas. A toalha e a prata maciça cintilam sobre a luz amarela das velas.&lt;br /&gt;O casal está vestido de preto. Talvez seja Sexta-Feira Santa ou então estão de luto por algum parente, a menos que tenham ido à tarde a uma recepção no Ministério dos Negócios Estrangeiros.&lt;br /&gt;Anna está também de negro, o negro das criadas. Discreta, aguarda, com a cabeça inclinada para a frente. Espera que lhe dêem ordens para trazer o prato e a travessa dos legumes.&lt;br /&gt;O marido de Karin é sensivelmente mais velho que ela, o seu rosto é magro, a boca fortemente desenhada, o olhar calmo mas penetrante, o sorriso afável mas sarcástico. A cabeça treme-lhe ligeiramente. As mãos são possantes, os dedos compridos, pisados e cobertos de pêlos. A barba curta e os cabelos grisalhos bem tratados.&lt;br /&gt;Marido e mulher comem em silêncio. Este silêncio está carregado de ódio, um ódio recíproco, quase palpável, sem quebra, sem piedade. Nem um nem outro soltaram um suspiro de alívio ou de libertação durante os últimos quinze anos. Quase se poderia falar de lealdade nesse ódio total.&lt;br /&gt;E nesse campo, nada ficam a dever um ao outro.&lt;br /&gt;Ela traz duas alianças grossas, e alguns anéis de grande valor, com diamantes. Em volta do pescoço, traz também um colar de pérolas enormes e verdadeiras, os brincos são compridos e de desenho antigo. Durante todos estes anos, ele ofereceu-lhe numerosas jóias.&lt;br /&gt;Como já dissemos, comem em silêncio, um silêncio anódino, quotidiano, vulgar. E não esquecer: a cabeça dele treme ligeiramente. Neste momento, volta-se para Anna e pede-lhe polidamente que o sirva novamente de peixe, e ela apressa-se a apresentar-lhe o prato que se encontrava em cima do escalfador de pratos, pousado numa mesinha de sobremesa. Ele sorri e agradece, e pergunta ao mesmo tempo à mulher se não quer comer também um pouco mais de peixe - ela não quer (e faz que não com um gesto de cabeça). O gesto dela fá-lo sorrir e ele diz: Vamos ver qual de nós vai conseguir aguentar mais tempo, qual vai ser o primeiro a ceder neste combate singular, cruel e interminável. Por que é que te ris? Não estou a rir-me. Queres beber o café no salão ou vamos já deitar-nos? Eu não quero café, obrigada. O copo de vinho de Karin vacila e tomba em cima da mesa, o fino cristal de formas pálidas parte-se e o vinho espalha-se sobre a brancura da toalha. Ela olha para o marido com um vago receio, mas ele finge não ter visto o que aconteceu. Acaba a sua refeição, limpa a boca lenta e cerimoniosamente. Depois lança o guardanapo, feito em bola, sobre a mesa e levanta-se. É tarde. Proponho irmos deitar-nos. Não espera pelo consentimento ou pela recusa da esposa. Porque havia ele de esperar? Abandona as duas mulheres e fecha atrás de si, sem ruído, a porta que conduz ao escritório. Anna começa imediatamente a limpar a mesa. E enquanto esta está de costas, Karin pega num pequeno estilhaço do cristal partido e segura-o entre o polegar e o indicador; é pequeno e cortante com as extremidades salientes, quase parece uma estrela. É tudo uma trama de mentiras, diz ela em voz baixa mas distintamente, sem paixão. &lt;em&gt;É tudo uma trama de mentiras...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No interior do quarto de Karin encontra-se um toucador. Karin está sentada em frente do espelho, e Anna despe-a. Um corpo de mulher liberta-se do vestido negro, das jóias, do espartilho, das calças, das meias, e da restante roupa íntima, roçagante. Dir-se-ia que esse corpo aumenta e ganha um maior esplendor à medida que se vai libertando do peso e do aperto das vestes. E uma vez enfiada a camisa de noite, Karin fica parada no meio do quarto, hesitante. Anna olha para ela. Karin volta-se para a criada e diz-lhe em voz baixa: Não olhes assim para mim. Não me olhes dessa maneira, ouviste? Depois levanta a mão, pesada de anéis, e dá-lhe uma violenta bofetada. Anna tem um movimento de ombros, mas o seu olhar não se desvia. Desculpa, diz Karin, assustada com o olhar da outra. Desculpa. Mas Anna, com a cabeça, faz que não, que não perdoa. Podes ir-te embora, diz Karin. Anna faz uma reverência, retira-se e fecha a porta por trás do resposteiro.&lt;br /&gt;O pequeno estilhaço de cristal acerado está em cima do toucador. Karin pega nele, assenta-se no banquinho e ergue a camisa de dormir. Depois afasta as pernas e introduz com precaução o pedaço de vidro no seu sexo. Permanece sentada alguns instantes, com o corpo inclinado para a frente.&lt;br /&gt;A seguir endireita-se, escova os cabelos e passa a mão pela testa coberta de suor, os olhos negros, arregalados. É tudo uma trama de mentiras, diz ela numa voz ausente e desapaixonada, e abre a porta que leva ao leito conjugal.&lt;br /&gt;O homem volta-se para ela, tem vestido um roupão de quarto; nas mãos segura um livro e os óculos estão subidos para a testa. Ela passa em frente dele, puxa o edredão da cama e exibe o ventre. Estás a sangrar, diz o homem com repugnância. Então Karin sorri.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115562952011999549?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115562952011999549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115562952011999549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115562952011999549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115562952011999549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos_15.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115557429509246358</id><published>2006-08-14T18:55:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:30:12.570+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-2.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Harriet Andersson no papel de Agnès)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Relógios e pêndulos numa madrugada cinzenta. Cada um desses objectos tem uma personalidade, a sua voz. Na luz incerta, difusa, provocam uma sensação estranha, quase importuna. Começam a bater, um após outro, e alguns deles misturam entre si as suas badaladas. Só o relógio de pêndulo do quarto, com o seu pastor a tocar flauta, se mantém silencioso. O fogo extinguiu-se na lareira, o candeeiro de petróleo consome-se, na sua luz bruxuleante, os olhos do retrato de família brilham redondos e indiferentes ao dia que nasce e se aproxima entre as árvores outonais do parque.&lt;br /&gt;Os olhos de Agnès ardem de insónia e sofrimento contido. Deitada há uma ou duas horas, luta contra a dor. Ou talvez seja preferível que ela se levante, se mexa, se sente numa cadeira, que folheie um livro. Mas pode acontecer que seja mais tranquilizador o movimento dos ponteiros do relógio de pêndulo. É muito penoso ver um relógio parado, mudo.&lt;br /&gt;Agnès permanece muito tempo junto à janela cujos vidros estão levemente embaciados e cobertos de gotas de chuva, o jardim oferece uma imagem difusa.&lt;br /&gt;Mas a seguir, Agnès lembra-se de que talvez devesse escrever umas linhas no seu diário. E enquanto o seu corpo luta obstinado contra uma dor tenaz, ela retira o diário do fundo da gaveta da mesa-de-cabeceira, abre-o a vai sentar-se a uma escrivaninha.&lt;br /&gt;Depois de alguns instantes de reflexão, Agnès escreve: "É cedo, segunda-feira de manhã, e sinto-me mal. As minhas irmãs e Anna revezam-se para velarem por mim. É simpático da parte delas e eu não me sinto tão só na escuridão."&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Agnès acabou finalmente por adormecer, as dores abandonaram-na, o corpo está em repouso e a luz do sol treme por breves instantes sobre a enorme cama onde ela descansa, débil e encarquilhada, de mãos abertas. De tempos a tempos, o corpo magro é percorrido por um estremecimento, quase um soluço, mas mantém-se calmo, e o pequeno relógio de pêndulo, com o seu pastor tocando flauta, vai medindo tranquilamente o tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Neste momento é difícil para mim descrever por palavras ou imagens o sofrimento e a morte. A morte "representada" ou o sofrimento "representado" tornam-se facilmente incongruentes, obscenos. E se nos dispomos a descrever escrupulosamente um leito de agonia, não o fazemos por curiosidade ou prazer de provocarmos receio a nós próprios ou ao público. Fazemo-lo para ter uma base sólida e durável que possa permitir o desenvolvimento do nosso projecto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;3º Excerto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diário de Agnès&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;A Mãe ocupa os meus pensamentos praticamente todos os dias. Ela gostava muito da Maria porque as duas eram parecidas em todos os aspectos. Eu parecia-me demasiado com o meu pai para ela poder suportar-me. Quando a Mãe me falava com a sua voz doce, num tom impaciente, eu não era capaz de perceber o que ela me dizia. Fazia um enorme esforço mas nunca conseguia contentá-la. Depois, foi tendo cada vez menos paciência, e assim continuou, sobretudo em relação a Karin. Eu fui uma criança débil e doente, mas era Karin quem mais aborrecia a Mãe porque a achava pouco dotada e sem modos. Mas com Maria, pelo contrário, tinha sempre conversa. Eu perguntava a mim própria o que é que elas tinham para dizer uma à outra para se divertirem tanto as duas. Entre elas havia sempre segredinhos, coisa que nos irritava, a mim e a Karin.&lt;br /&gt;Eu gostava da Mãe. Era uma pessoa tão doce, tão bela, tão viva. Era uma pessoa... nem sei como dizer... continua tão presente. Mas também podia ser uma pessoa fria e distante. Quando eu me aproximava dela, a precisar de um pouco de ternura, ela ficava indiferente, fingia-se ocupada ou então ria-se de mim, e chegava a ser má. No entanto não deixava de ter pena dela e hoje, com a idade que tenho, compreendo-a muito melhor. Gostava tanto de voltar a vê-la, de dizer-lhe que compreendia o seu tédio, as suas irritações, os seus medos, a sua vontade de nunca desistir.&lt;br /&gt;Lembro-me de uma vez, era no outono, vinha eu a correr, atravessei a sala grande e o salão, tinha qualquer coisa importante para fazer (...), de súbito, apercebi-me que a Mãe estava sentada ali, numa das enormes poltronas, imóvel, no seu vestido branco, comprido, com as mãos pousadas sobre a mesa, a olhar pela janela. Estava ligeiramente inclinada para a frente, mantendo a sua imobilidade característica. Aproximei-me dela e ela olhou para mim com uma tal tristeza que eu quase chorei. Mas em vez de chorar, comecei a acariciar-lhe o rosto. Ela fechou os olhos e deixou que eu fosse terna com ela. Dessa vez sentimo-nos muito próximas uma da outra.&lt;br /&gt;Mas de repente, a Mãe acordou e disse: É horrível teres essas mãos tão sujas. O que é que andaste a fazer? Depois deixou-se levar pela ternura, tomou-me nos seus braços e abraçou-me. Eu senti-me fora de mim, com tanta plenitude. Depois a Mãe pôs-se a chorar e pediu perdão por diversas vezes. Eu não percebi nada, limitei-me a apertá-la fortemente contra mim, até que ela se soltou dos meus braços.&lt;br /&gt;O seu rosto transformou-se, pôs-se a rir com o seu risinho habitual, e enxugou rapidamente os olhos. Isto é ridículo, limitou-se a dizer, erguendo-se, e deixando-me sozinha no meio da minha dor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115557429509246358?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115557429509246358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115557429509246358' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115557429509246358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115557429509246358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos_14.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115553842823335999</id><published>2006-08-14T16:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T10:04:06.316+01:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Suspiros- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuando o "projecto Bergman" apresentado no primeiro post deste blog, inicio hoje a edição de excertos do argumento do filme &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Lágrimas e Suspiros&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Datado de 1972, o filme conta com a representação de Harriet Andersson, Liv Ullmann, Ingrid Thulin, Kari Sylwan, Henning Moritzen, Georg Ahrlin e Erland Josephson. Quanto à sua apresentação&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"Agnès vive na mansão herdada dos falecidos pais. Pinta, toca piano e não tem nenhum homem na vida. Agora, com 37 anos, foi-lhe descoberto um tumor no útero e espera submissa a morte, passando os dias na grande cama do seu belo quarto.&lt;br /&gt;Karen, a irmã mais velha, está presa ao casamento com um homem mais velho, que acha física e mentalmente repulsivo. Apesar de uma imagem exterior impecável, embora um pouco distante, esconde uma raiva constante contra a sua existência.&lt;br /&gt;Maria é a irmã mais nova. O seu casamento é estável e a sua vida desafogada, mas comporta-se como uma menina mimada. Com uma enorme fixação pela sua beleza, não tem qualquer limite moral. A sua única vontade é sentir-se atraente. Anna é a criada da casa. Agnès tomou conta dela e da criança que teve muito jovem. Uma amizade tácita mas nunca revelada estabeleceu-se desde então entre estas suas mulheres solitárias. Anna é calada e tímida, mas está sempre presente..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao argumento, deixo-vos o &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;primeiro excerto&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/LgrimaseSuspiros-1.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A acção tem por cenário uma propriedade rural, não precisamente um castelo, mas uma espécie de mansão que pudesse ter sido construída no século XVIII por uma alta personalidade, provavelmente interessada em desembaraçar-se de alguma amante. Ainda não sei bem. De qualquer forma, essa mansão não deve ser nem demasiado grande nem demasiado pequena. Haverá também um jardim velho e não muito bem tratado, mas que deve brilhar em todo o seu esplendor de outono. Tudo parecerá distante, calmo, por vezes um pouco desértico.&lt;br /&gt;A acção desenrola-se no final do século [XIX]. As mulheres exibem vestidos sumptuosos, caros, que dissimulam ou então valorizam. (É inútil precisar a data certa; não se trata de um final de século definido. Tanto pode ser anos oitenta como anos noventa. O essencial é que os factos sejam adequados ao nosso desejo de sugestão sensual.) E o mesmo acontece com os interiores, que devem ser criados em função das suas possibilidades de oferecer a luminosidade que nós desejamos obter: madrugadas que se assemelham a crepúsculos, a luz pálida e doce de um bosque, a misteriosa e indirecta iluminação dos dias de neve, a luz fraca de um candeeiro a petróleo. A doçura dos dias soalheiros de outono. A chama de uma vela perdida nas trevas da noite e todas essas sombras que ondulam quando uma personagem vestida com um amplo roupão atravessa rapidamente as enormes divisões.&lt;br /&gt;Mas é ao mesmo tempo essencial que o nosso cenário não se imponha. Nunca. Ele deve adaptar-se, formar uma vaga moldura, ter uma presença discreta, sugerir sem prender a atenção. Mas haverá uma particularidade: todos os interiores serão vermelhos, e em tonalidades diversas. Não me perguntem a razão, porque eu não sei. Já tentei descobri-la e só encontrei explicações umas mais cómicas que outras. A mais obtusa e também a mais defensável, é a de que se trata de algo muito subjectivo, porque eu, desde a infância, sempre imaginei o interior da alma como uma membrana húmida de tintas vermelhas.&lt;br /&gt;Os móveis, decorações e outros acessórios, devem ser exactos, mas podemos recorrer à nossa fantasia e à medida que eles se forem adaptando às nossas intenções. Como acontece nos sonhos: alguma coisa existe porque nós a desejamos ou precisamos dela em determinado momento.&lt;br /&gt;O drama comporta quatro protagonistas. Quatro mulheres, que eu vou apresentar-vos rapidamente (sem qualquer hierarquia entre si).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agnès&lt;/em&gt; é a dona da casa, onde continua a viver depois da morte dos pais. Nunca se decidiu a abandoná-la - vive nela desde que nasceu e nela foi deixando que a sua vida decorresse tranquila e imperceptivelmente, sem desejos nem lamentações. Tem vagas ambições artísticas, pinta um pouco, e toca um pouco de piano, mas tudo de forma um pouco patética. Não há homens na sua vida. Para ela, o amor foi sempre um segredo bem escondido e nunca divulgado. Sofre de doença mortal e passa a maior parte do dia deitada na cama, uma enorme cama de casal, bela mas um tanto pesada, que pertenceu aos pais. Nunca se queixa e não pensa que Deus seja cruel. Nas suas orações, dirige-se a Cristo num tom esperançoso e humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Karin&lt;/em&gt;, dois anos mais velha que ela, casou rica e instalou-se numa outra região. Depressa chegou à conclusão que o seu casamento tinha sido um fracasso. O marido (...), vinte anos mais velho que ela, só lhe inspira nojo, físico e moral. É mãe de cinco filhos, mas não parece muito afectada pelas maternidades, nem pela tristeza do casamento. Veste-se sempre de forma irrepreensível e passa por arrogante e de contacto difícil. A sua lealdade ao casamento é inabalável. Mas este aparente controlo de si própria dissimula uma raiva impotente em relação ao marido e um rancor duradouro face à vida. O seu infortúnio e o seu desespero jamais se manifestam a não ser em sonhos que a atormentam de vez em quando. Apesar deste furor contido, mostra-se predisposta à dedicação, à ternura, ao desejo de contactos, mas este imenso capital permanece fechado dentro dela sem ser utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maria&lt;/em&gt; é a mais nova das irmãs, rica ela também e bem-casada com um homem belo, que goza de excelente posição social (...). Tem uma filha de cinco anos; continuando ela própria a ser uma criança mimada, doce, alegre, sorridente, e a dar constantes mostras de curiosidade e sensualidade. Tem em grande estima a sua própria beleza e as hipóteses de prazer que o seu corpo lhe proporciona. Não faz a menor ideia do mundo que a rodeia, basta-se a si própria e jamais se incomodou com restrições de natureza moral, levantadas por ela ou pelos outros. A sua única regra consiste em agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anna&lt;/em&gt; é a empregada doméstica da casa. Tem cerca de trinta anos. Muito nova, teve uma filha e Agnès tomou conta dela e da criança. Isso fez com que surgisse uma forte ligação entre Anna e Agnès, uma amizade tácita entre duas mulheres sós e que nunca se expressa. A criança morreu quando tinha três anos, mas a ligação entre Anna e Agnès continuou. Anna é muito taciturna, muito arisca, de difícil abordagem. Mas está sempre presente, vê, espia, escuta. Tudo em Anna é pesado. O corpo, o rosto, a boca, o olhar.&lt;br /&gt;Mas não diz nunca uma palavra, talvez nem sequer pense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filme começa, a situação é a seguinte:&lt;br /&gt;A doença de Agnès agrava-se bruscamente e o médico declara que ela tem já pouco tempo de vida. As duas irmãs (a sua única família) vêm passar o tempo que lhe resta à sua cabeceira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Lágrimas e Suspiros &lt;em&gt;seguido de&lt;/em&gt; Persona &lt;em&gt;e de &lt;/em&gt;Dependência&lt;/strong&gt;. Lisboa: Assírio &amp;amp; Alvim, 2002) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115553842823335999?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115553842823335999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115553842823335999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115553842823335999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115553842823335999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/lgrimas-e-suspiros-excertos.html' title='Lágrimas e Suspiros- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_LgrimaseSuspiros-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115539712520411900</id><published>2006-08-12T16:40:00.000+01:00</published><updated>2006-08-12T16:47:47.816+01:00</updated><title type='text'>Riverdance: o espectáculo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Vou só dizer-vos que eles são irlandeses. Vou só dizer-vos que eles são muitíssimo bons. Vou só dizer-vos que o espectáculo é do melhor que existe. Vou só dizer-vos que é obrigatório conhecê-los. Vou só dizer-vos que o &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;dvd está à venda&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;De que é que estão à espera?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Riverdance.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Se querem saber mais vejam este link (que vos permite aceder à própria página " Riverdance"):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Riverdance"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Riverdance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Apreciem! Bom fim-de-semana :)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115539712520411900?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115539712520411900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115539712520411900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539712520411900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539712520411900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/riverdance-o-espectculo.html' title='Riverdance: o espectáculo'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Riverdance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115539474530454357</id><published>2006-08-12T16:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-12T16:22:54.956+01:00</updated><title type='text'>Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Concluo, com este post, a exposição do artista. Uma exposição que apresenta apenas algumas das suas pinturas, mas que permite ter uma ideia daquele que é o trabalho que desenvolve. E, sobretudo, que permite saber da sua existência enquanto autor e do tipo de realidade que mais lhe chama a atenção.&lt;br /&gt;O que aqui vos trago possibilita, ao nível do visual, uma breve introdução ao "&lt;em&gt;estilo naif&lt;/em&gt;". Dentro deste muitos mais caminhos criativos existem. Muito mais é possível pintar, muito mais é possível contar, muito mais é possível transformar em imagens quase que "inocentes" de realidades que, por vezes, não o são tanto assim. Mas este tipo de aprofundamento será aqui feito, na medida em que outros pintores serão dados as conhecer. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;em&gt;O Naif vale a pena?&lt;/em&gt; Penso que sim. Penso que é uma forma de apresentação/representação do mundo que vale a pena explorar. Explorar e, por vezes, também desvendar. É por acreditar nisto que estou aqui com esta iniciativa. É por isso que estou, aqui n' "O Abismo...2", a dar o pontapé de arranque. É por isso que...&lt;br /&gt;Mas apreciemos um pouco mais as obras de &lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Bert Hage Havero&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 29&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-38.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-39.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 31&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-40.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 32&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-41.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 33&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-42.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 34&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-43.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 35&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-44.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Até à próxima exposição!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115539474530454357?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115539474530454357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115539474530454357' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539474530454357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539474530454357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/exposio-de-pintura-naif-be_115539474530454357.html' title='Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (3)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Naif-38.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115539226784478871</id><published>2006-08-12T15:05:00.000+01:00</published><updated>2006-08-12T15:28:49.496+01:00</updated><title type='text'>Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;Avançando na exposição iniciada, eis mais um conjunto de pinturas de &lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Bert Hage Havero&lt;/span&gt;. A cor, a luz, a alegria, o movimento continuam. A vida que se apresenta em muito daquilo que tem de melhor. O que é preciso!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 16&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 17&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 18&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-18.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 19&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 20&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 21&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 22&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 23&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-24.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 24&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 25&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 26&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-27.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 27&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-28.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 28&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;E cá está! Aguardem, então, pelo último conjunto de pinturas. Não tarda nada está aqui. Até lá :)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115539226784478871?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115539226784478871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115539226784478871' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539226784478871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115539226784478871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/exposio-de-pintura-naif-bert-hage_12.html' title='Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (2)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Naif-16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115532749955050955</id><published>2006-08-11T21:16:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T21:24:10.903+01:00</updated><title type='text'>Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Para dar entrada e compôr mais um fim-de-semana deste mês de Agosto quentíssimo, deixo-vos com o primeiro conjunto de pinturas de &lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Bert Hage Havero&lt;/span&gt;, artista de origem sueca. De facto, e na sequência do que vem do Cinema, continuamos com produção artística proveniente da Suécia, agora, através de uma outra manifestação.&lt;br /&gt;Estamos, pois, sem dúvida, perante obras muito ao estilo do que na realidade são: verdadeiramente &lt;em&gt;naif&lt;/em&gt;. Pinturas onde se apresentam os usos e costumes do país ou aqueles mais marcantes numa ou noutra região (neste caso, o arquipélago de Estocolmo), onde a conjugação de cores vivas é uma evidência e onde a luz tem um destaque muito particular. Um conjunto de características para tornar muitíssimo colorido o fim-de-semana que está ai.&lt;br /&gt;Usufruam:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;- Pintura 5&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 6&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 7&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 8&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;- Pintura 10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 11&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 12&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 13&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 14&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Pintura 15&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Naif-15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;O segundo conjunto segue daqui a nada :)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115532749955050955?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115532749955050955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115532749955050955' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115532749955050955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115532749955050955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/exposio-de-pintura-naif-bert-hage.html' title='Exposição de Pintura Naif: Bert Hage Havero (1)'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Naif-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115522382757268878</id><published>2006-08-10T16:40:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:31:13.416+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A médica está sentada no seu gabinete. Exibe um triunfo modesto e vira-se directamente para os espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No princípio do mês de Dezembro, Elisabet Vogler voltou para casa e regressou ao teatro. Nos dois casos, foi acolhida calorosamente.&lt;br /&gt;Sempre estive convencida de que ela voltaria. O seu silêncio era um papel como os outros. Ao fim de certo tempo, não precisou mais dele, e abandonou-o. É naturalmente difícil analisar as motivações profundas, sobretudo numa personagem tão complexa, espiritualmente, como é a senhora Vogler. Mas inclino-me fortemente para um infantilismo desenvolvido em excesso. E evidentemente para uma série de outras manifestações: fantasias, uma hipersensibilidade, e, por que não? uma efectiva inteligência (ri-se). Pessoalmente, penso que é preciso ser verdadeiramente infantil para se poder ser artista numa época como a nossa.&lt;br /&gt;A médica parece satisfeita com o que acaba de dizer, sobretudo com a última frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Crepúsculo acinzentado com a neve a cair silenciosa. O mar está escuro e agitado.&lt;br /&gt;Alma move-se com uma grande serenidade.&lt;br /&gt;Um dia chega um homenzinho com uma serra mecânica e um machado. O silêncio é quebrado pelo ruído furioso que ele faz a cortar os troncos das árvores. Alma diz-lhe para descansar e beber um café. Trocam entre si palavras amáveis e banais. Alma tem muito que fazer, no plano intelectual e no plano manual. Diz para si própria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Permaneço aqui, dia após dia, na solidão, e tento esboçar uma carta. Mas sei que essa carta nunca será escrita (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma desloca-se de sala em sala, os móveis foram cobertos com resguardos, enrolados em tapetes. Alma detém-se junto a uma das grandes janelas, olha para o aldeão e o seu cavalo em baixo no terraço da entrada. A neve cai em flocos húmidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A verdade é que eu amo terrivelmente os seres humanos. Sobretudo quando estão doentes e os posso ajudar. Vou-me casar e ter filhos. E é tudo o que me irá acontecer neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena fala de Alma é interrompida. O rosto da senhora Vogler enche todo o ecrã. Um rosto que grita, deformado pelo terror, os olhos imensos estão arregalados, gotas de suor despontam na superfície da maquilhagem de cena. A imagem fica mais clara, acinzenta-se, o rosto esbate-se. Depois surge o rosto de Alma, põe-se em movimento e adquire contornos estranhos. As palavras ficam vazias de sentido, correm, saltam e acabam por desaparecer completamente.&lt;br /&gt;O ecrã branco cintila, mudo. Depois escurece, letras atravessam o ecrã, é o princípio da fita que passa em frente da janela do projector.&lt;br /&gt;O projector pára, a lâmpada de arco apaga-se, o amplificador desliga-se. O filme é retirado do projector e colocado na sua caixa castanha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/bergmanorama.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(Ingmar Bergman quando ainda era um jovem)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Com este post dou por concluída a edição de excertos do argumento de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Persona&lt;/span&gt;. Claro que muito mais ficou por trazer. Mais história, mais enredo, mais matéria para reflexão, mas não era meu propósito revelar-vos demasiado. E mesmo assim o que vos deixo já é deveras significativo. O resto... deixo que sejam vocês a (procurar) descobrir. Espero que tenham gostado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para intervalar a edição de outros excertos de um outro argumento, uma iniciativa diversa será seguidamente desenvolvida. Aguardem que voltarei brevemente. Até.... já :) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115522382757268878?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115522382757268878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115522382757268878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115522382757268878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115522382757268878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_115522382757268878.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_bergmanorama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115519290180930641</id><published>2006-08-10T08:10:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:31:40.183+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona-12.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Manhã de sol, mas fria. Elisabet Vogler desloca-se pela casa à procura de Alma. Não consegue encontrá-la. Dirige-se então à praia. Na praia não está ninguém. Volta e vai à garagem. O carro está em frente da porta. Ouve-se o sussurrar seco que vem das árvores, que mais parece um lamento, a sombra das nuvens desloca-se sobre o musgo. O vento vem do norte e sente-se o marulhar da ressaca, em baixo, na baía.&lt;br /&gt;Quando chega ao terraço, dá com Alma de costas contra a parede a olhar para o mar ao longe. Elisabet dirige-se para ela. Alma volta a cabeça, tem uns óculos de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já viste os meus óculos de sol? Comprei-os ontem na aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet entra em casa e vai buscar uma camisola e um livro. Volta ao terraço. Quando passa em frente de Alma, faz-lhe uma leve festa na cara. Alma não se mexe, continua de costas contra a parede. Elisabet senta-se numa grande cadeira de verga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás a ler uma peça de teatro. Tenho que escrever isso à médica. É um sinal de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet ergue um olhar inquisidor para Alma, e continua a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Provavelmente vamos embora um dia destes. Já começo a sentir falta da cidade. E tu não, Elisabet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet faz que "não" com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não te importas de me dar uma alegria? Sei que para ti é um sacrifício, mas neste momento preciso da tua ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet ergue o olhar. Reparou no tom de voz de Alma e, por breves instantes, pode ler-se o medo nos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é nada de perigoso! Mas gostava que tu falasses. Não precisas de dizer nada de extraordinário. Podemos falar do tempo, por exemplo... do que iremos comer ao jantar... ou então saber se a água estará fria depois da tempestade e se podemos tomar banho. Podíamos conversar nem que fosse por uns minutos. Um minuto que fosse. Podes continuar a ler o teu livro... mas diz-me ao menos duas ou três palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma continua encostada à parede, a cabeça inclinada para a frente, os óculos de sol na ponta do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é nada fácil viver com alguém que não diz nem uma palavra, digo-te. Dá cabo de tanta coisa. Já nem consigo suportar a voz de Karl-Henrik ao telefone. Parece-me falsa e tão contrafeita. Não sou capaz de falar com ele. Tudo isto se tornou anormal. Ouvimos apenas a nossa própria voz e de mais ninguém! Dizemos: "Como isto soa a falso. É uma loucura a quantidade de palavras que utilizo." Estás a ver? Neste preciso momento não paro de falar, mas sofro com isso, porque nem consigo dizer o que pretendo. Tu, tu simplificaste o problema: calas-te e acabou. Não, vou ver se consigo não me zangar a valer. Tu, tu ficas calada, porque isso só a ti diz respeito. Mas neste momento, preciso que fales comigo. Cara Elisabet, diz-me qualquer coisa. Assim é quase insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa pausa. Elisabet sacode a cabeça. Alma sorri. Sorri, provavelmente para evitar chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sabia que ias recusar. Não és capaz de saber aquilo que sinto. Sempre pensei que os grandes artistas tinham em relação aos outros seres humanos um profundo sentimento de compaixão, que criavam à custa desse sentimento, ao sentirem a necessidade de ajudar. Que parva que eu era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira os óculos de sol e enfia-os no bolso. Elisabet continua sentada, imóvel e ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Usar e deitar fora. Sim, tu serviste-te de mim, como e porquê não sei, e como agora já não precisas de mim, deitas-me fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma vai para entrar dentro de casa mas detém-se na soleira da porta e abafa um grito de desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto que isto soa a falso: "Tu já não precisas de mim e agora deitas-me fora." Foi isso que aconteceu: as palavras soam-me a falso. E ainda por cima estes óculos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira os óculos e atira-os para o terraço. Em seguida deixa-se cair sobre os degraus da pedra da escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto-me ferida, é isso. Estou louca de dor e de desapontamento. Fizeste-me muito mal, sabes? Troçaste de mim, nas minhas costas. Tu és diabólica, malvada, dessas a quem a gente tem vontade de partir a cara. És mesmo uma desavergonhada. Fica a saber que li a carta que escreveste à médica, a carta em que tu me gozas. Fi-lo porque não estava fechada, e tenho-a comigo, e podes ficar ciente que a li com a maior atenção. Levaste-me a falar. Levaste-me a dizer coisas que nunca disse a ninguém. E tu vais contar tudo a outra pessoa. Que rico estudo o teu. Não tens o direito... tu não tens o direito...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona13.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Alma detém Elisabet, agarrando-a pelo pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achas que assim é que está certo? Que o importante é não mentir, é dizer a verdade, ser sincera, de falar só quando é preciso? Achas que é necessário? Achas que se pode viver sem dizer seja o que for? Bagatelas, desculpas, mentiras, subterfúgios? Não. Eu sei que tu não falas porque estás farta de todas as tuas personagens, de tudo o que te obrigava a seres perfeita. Mas não será melhor uma pessoa permitir-se a si própria ser estúpida, gabarola ou hipócrita? Não achas que podemos ficar um pouquinho melhores se nos permitirmos ser aquilo que somos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet tem um leve sorriso irónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, tu nem consegues entender aquilo que eu digo. Tu és daquelas que são inacessíveis. A médica disse que estavas sã de espírito. Mas eu penso que a tua loucura é a pior loucura. Porque tu representas os sãos de espírito. E representas de tal maneira bem que toda a gente acredita em ti. Toda a gente menos eu. Porque eu sei a que ponto tu estás podre por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma sai da cozinha e vai até ao terraço. O sol está agora a pino e cai sobre os seus olhos, vermelhos de chorar. Fuma um cigarro e tirita nessa tarde de luz e frialdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergam- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115519290180930641?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115519290180930641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115519290180930641' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115519290180930641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115519290180930641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_10.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona-12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115515400517968268</id><published>2006-08-09T08:04:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:32:05.046+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A enfermeira Alma conduz com prudência a velha viatura por um caminho tortuoso e esburacado da floresta. Tenciona ir à aldeia ao correio para expedir umas cartas. Uma delas foi escrita pela senhora Vogler e é endereçada à médica. A carta está colocada em cima de um monte de outras cartas no lugar da frente.&lt;br /&gt;Alma repara que a carta não está colada. Conduz o carro por um pequeno caminho num cruzamento e pára. Tira os óculos do saco de mão e abre a carta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A CARTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Cara amiga, assim é que eu gostaria de viver. Ficar calada, viver à distância, reduzir as minhas necessidades, sentir que a alma tresmalhada consegue finalmente recuperar o seu equilíbrio. Começo a redescobrir as mais elementares sensações que havia já esquecido, quero eu dizer, por exemplo, sentir uma fome de cão antes do jantar, experimentar um sentimento de curiosidade ao ver uma aranha gigante, gozar a volúpia de andar descalça. Estou branca e simples, como se flutuasse num torpor suave e calmo. Sinto uma saúde nova, uma alegria bárbara. Estou rodeada pelo mar e sinto-me embalada como um feto no seio materno. Não, não é moleza, deixei de me preocupar com o meu filho, sei que nada lhe falta, que é feliz e isso sossega-me.&lt;br /&gt;A nossa cara Alma é realmente uma óptima companhia. Tem todos os cuidados comigos, dá-me mimos, o que me comove. Há nela uma sensualidade robusta, bem terrena, que me encanta. Move-se com uma descontracção natural que é ao mesmo tempo estimulante e repousante. Tem o corpo bem constituído, daí provavelmente o sentimento de segurança que ela me transmite. Acho que gosta de estar comigo, que se ligou a mim, talvez esteja também um pouco apaixonada por mim, inconscientemente, o que não deixa de me comover. Divirto-me bastante a estudar o seu comportamento. É uma rapariga assaz sentenciosa, tem uma série de ideias antiquadas, e no que diz respeito a princípios morais e a formas de viver acho-a francamente um pouco tradicional. Encorajo-a a falar, coisa que me parece bastante instrutiva. Às vezes chora ao falar dos seus erros passados (uma espécie de orgia improvisada na companhia de um adolescente desconhecido e fogoso, e do aborto que foi obrigada a fazer por causa disso). Lamenta-se também porque as suas ideias em relação à vida não correspondem aos seus actos.&lt;br /&gt;Mas confia totalmente em mim e conta-me inúmeras coisas sobre a sua vida pessoal. Como vês, registo tudo o que me acontece, e desde que ela não se aperceba de nada, não haverá problemas...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Alma leu devagar, mas de forma brusca, com pausas bastante longas. Saiu do carro, deu alguns passos, sentou-se numa pedra, voltou a caminhar.&lt;br /&gt;Esta traição.&lt;br /&gt;Volta para casa já bastante tarde e alega que o carro teve uma avaria que a obrigou a procurar uma oficina para o reparar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergam- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115515400517968268?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115515400517968268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115515400517968268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515400517968268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515400517968268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_09.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115515373711040376</id><published>2006-08-08T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:32:34.963+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Durante a noite, acontece algo de estranho a Alma. Nas primeiras horas dormiu bastante bem, mas a seguir acorda com um desejo premente. O dia desponta, e lá em baixo, na enseada, as aves marinhas fazem alarido. Em passadas mansas e cautelosas, Alma desce a escada, sai de casa, dobra a esquina da casa e embrenha-se por entre o matagal. E aí, acocorada e mais adormecida que acordada, consegue aliviar-se com prazer do seu desejo. Depois de voltar ao quarto, fica por instantes a tiritar, sente-se mal, mas o sono consegue novamente dominá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou pelo facto de alguém se encontrar no seu quarto. É uma silhueta branca que se move com ligeireza e sem ruído, junto à porta. De início, Alma fica com medo, mas depois apercebe-se que se trata de Elisabet. Por uma qualquer razão, Alma evita dizer seja o que for. Está deitada, imóvel, com os olhos semicerrados. Rapidamente, Elisabet aproxima-se da cama de Alma, traz vestida uma longa camisa de noite branca e um casaco de lã tricotado. Inclina-se para Alma.Com os lábios, aflora as faces de Alma. Os seus cabelos compridos caem-lhe para a testa e envolvem os dois rostos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona9.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona10.jpg" width="400" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Na manhã seguinte, as duas estão a puxar as redes de pesca, uma ocupação que ambas gostam de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elisabet...&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;- Queria perguntar-te uma coisa. Falaste comigo ontem à noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet sorri e abana a cabeça como a dizer que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foste esta noite ao meu quarto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet continua a sorrir e sacode a cabeça, uma vez mais. Alma debruça-se de novo sobre a sua rede.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff66;"&gt;Uma pequena nota só para dizer que esta foi uma das cenas mais brilhantes que vi no Cinema. Brilhante com particularidades muito ao jeito de Bergman. Algo que acontece, não acontecendo. Algo real, mas que não passa de uma "impressão". Algo que é, mas nem tanto. Algo muito físico, mas com um enorme sentido de abstracção. Uma cena que resume a ideia subjacente a todo o filme. Uma cena que apresenta/representa, muitíssimo bem, a relação que se desenvolve/que acaba por acontecer entre as duas mulheres. Uma cena que é a verdadeira cena que traduz as interrogações: quem é quem? quem ocupa que lugar(es)? quem precisa de quem? quantas personagens: uma? duas? uma osmose? Simplesmente fantástico! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115515373711040376?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115515373711040376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115515373711040376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515373711040376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515373711040376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_115515373711040376.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115515345811255812</id><published>2006-08-08T08:23:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:33:00.806+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona8.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Alma)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Agora é de tarde, reina uma calma pesada, cinzenta e húmida; só se houve o som cavo da ressaca e o ruído das gotas que caem da árvore e do telhado. Algures, uma janela aberta deixa entrar os odores frios do sal, dos limos, do bosque húmido e dos zimbros molhados. Elas atearam um fogo na lareira do quarto e instalaram-se em cima da cama de Elisabet, com as pernas por cima da coberta. Ao alcance da mão está um copo de xerez e Alma está um pouco bebida.&lt;br /&gt;Elisabet Vogler continua ostensivamente atenta. Escuta todas as entoações da voz, observa todos os movimentos da outra. Alma está mais ou menos lúcida, fora de si, pelo facto de alguém (pela primeira vez na sua vida) se ter interessado por ela. E a sua fala agora é mais rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já muita gente me disse que eu sei ouvir os outros. Tem graça. Porque eu posso dizer que nunca ninguém se preocupou em ouvir-me. Quero dizer, como tu, neste momento. E ainda por cima com esse ar tão amável. Acho que és o primeiro ser humano que alguma vez me escutou. Ainda por cima o que eu digo não deve ser nada de interessante. Mas tu não te cansas. Em vez de me ouvires, podias preferir ler um livro. O que eu digo são só tolices. Não te aborreço com esta cantilena? Nem calculas como é bom a gente poder falar assim, à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabet sacode a cabeça e sorri docemente, as suas faces estão levemente rosadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo me parece tão quente e tão bom neste preciso momento, pelo menos é o que eu sinto, um estado de alma como nunca conheci em toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompe-se e ri. Elisabet ri também e passa a mão pelo rosto de Alma, levemente, numa carícia afectuosa. Alma pega no seu copo e bebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre desejei ter uma irmã, mas calhou-me uma data de irmãos. Sete irmãos! É pelo menos esquisito, não achas? E ainda por cima fui a última. Sempre vivi, desde que me lembro, rodeada de rapazes de todas as idades. Mas era divertido. Gosto dos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cala-se, torna-se secreta, mas arde no desejo de continuar a falar. De coisas pessoais... ocultas...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115515345811255812?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115515345811255812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115515345811255812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515345811255812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515345811255812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_08.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115515276948835841</id><published>2006-08-07T19:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:33:30.936+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona7.jpg" width="450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Bibi Andersson e Liv Ullmann num intervalo das filmagens) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;No final do verão, a senhora Vogler e Alma instalam-se na casa de férias da médica. A casa fica um pouco escondida, uma extensa zona de praia estende-se para norte em direcção ao mar e para ocidente há uma enseada orlada de rochedos abruptos. Do outro lado da casa há uma vasta charneca e um pequeno bosque.&lt;br /&gt;A estada junto ao mar parece fazer bem à senhora Vogler. A apatia que a tinha paralisado durante o tempo que esteve na clínica começa a desvanecer-se à medida que se repetem os longos passeios a pé, as pescarias no mar, e outras tarefas como seja a preparação das refeições, a correspondência e outras distracções. Mas, de vez em quando, acontece-lhe cair numa grande melancolia, num sofrimento ininterrupto. E volta a ficar de novo imóvel, letárgica, quase extinta. Alma gosta deste isolamento campestre e ocupa-se da sua doente com um cuidado extremo. Continuamente atenta, envia grandes e pormenorizados relatórios à médica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Um episódio&lt;/em&gt;: Estão sentadas as duas a uma mesa enorme de madeira. Alma limpa cogumelos enquanto a senhora Vogler consulta um livro sobre cogumelos e tenta classificá-los segundo as suas características. Estão sentadas ao lado uma da outra, ao sol, a brisa sopra. É de tarde. O mar refulge em mil brilhos, parece que estremece.&lt;br /&gt;A senhora Vogler pega no pulso de Alma e põe-se a ler as linhas da palma da sua mão, depois coloca a sua própria mão ao lado da mão de Alma e compara o desenho das palmas de ambas as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faças isso, que isso traz desgraça, não sabias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;3º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Outro episódio&lt;/em&gt;: Dia tranquilo, intensamente luminoso como um dia de verão. Foram dar um passeio por mar no barco a motor, pararam o motor e puseram a bronzear-se enquanto cada uma lia o seu livro. Alma quebra o silêncio e atrai a atenção da senhora Vogler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ler-te uma passagem do meu livro? Não sei se te incomodo, não?, então ouve. "Toda essa angústia que trazemos connosco, todos os nossos sonhos desfeitos, essa crueldade inexplicável, essa angústia perante a morte, essa dolorosa preempção da nossa condição terrestre, tudo isso fez com que cristalizasse em nós a esperança de uma redenção extraterrestre. Os terríveis gritos da nossa fé e da nossa dúvida dirigidos às trevas e ao silêncio são uma das provas mais atrozes do nosso abandono e da nossa consciência inexprimível e aterrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;4º Excerto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É de manhã cedo; a chuva bate nos vidros. A tempestade chega em rajadas fortes e ribomba entre os rochedos da baía.&lt;br /&gt;As duas mulheres estão sentadas a uma mesa colocada perto da janela, de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria bom a gente poder mudar. Eu acho que não ia ser diferente do que sou agora. Mas há muitas coisas em mim de que eu não gosto.&lt;br /&gt;Lança um olhar furtivo na direcção de Elisabet que parece muito ocupada com a unha do dedo anular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade que gosto muito do trabalho que faço. Sempre pensei, desde criança, que não era capaz de fazer outra coisa. Mas teria preferido ser enfermeira assistente de operações. Deve ser uma coisa terrivelmente apaixonante. Na próxima primavera vou fazer um curso para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompe-se. Talvez isso não seja assim tão apaixonante. Apercebe-se de que Elisabet Vogler está a olhar para ela atentamente. Fica um pouco perturbada e ao mesmo tempo um pouco mais afoita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é: mudar. O que mais me custa é eu ser tão preguiçosa. E o facto de ser preguiçosa leva-me a sentir má consciência. Karl-Henrik está sempre a criticar-me por eu não ser realmente ambiciosa. Diz ele que vivo como uma sonâmbula. Mas acho que ele é injusto. Quando acabei o curso fui eu quem teve as melhores notas do grupo. Ele deve referir-se a outra coisa, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri e estende o braço para pegar no termo com café. Serve a senhora Vogler e a seguir serve-se a si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabes, só há uma coisa que eu francamente desejo. No hospital onde estudei há uma residência para velhas enfermeiras reformadas, para aquelas que sempre foram enfermeiras, que viveram unicamente do seu trabalho e toda a vida vestiram a farda. Vivem nessa residência, nos seus pequenos quartos, vivem e morrem ao pé do hospital onde sempre trabalharam. O que eu desejo [é] isso: acreditar fortemente numa coisa a ponto de lhe consagrar a vida inteira.&lt;br /&gt;E bebe um pouco de café forte.&lt;br /&gt;A senhora Vogler pousou o braço em cima da mesa, continua sentada, ligeiramente inclinada para a frente. O seu olhar não abandonou o rosto de Alma para quem tudo isso é atraente, emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Haver qualquer coisa na qual se possa acreditar. Levar a cabo uma coisa, achar que a vida de um ser tem um sentido. É isso que eu aprecio. Poder[mos] agarrar-nos a algo de inabalável, aconteça o que acontecer. É isso que nós precisamos de fazer. Ser qualquer coisa que tenha significado para os outros. Não pensas o mesmo?&lt;br /&gt;Tudo isto é evidentemente um tanto ingénuo, mas é nisto que eu acredito. É preciso termos uma convicção, sobretudo quando não se é religiosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115515276948835841?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115515276948835841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115515276948835841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515276948835841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515276948835841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_115515276948835841.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115515253219027337</id><published>2006-08-07T17:28:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T19:33:57.130+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona6.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Elisabet Vogler no papel de Electa)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Um dia, a médica entra no quarto da senhora Vogler e senta-se na cadeira reservada às visitas.&lt;br /&gt;- Elisabet, não há razão para continuares mais tempo aqui na clínica. Acho que não é bom para ti. Como não podes voltar para tua casa, proponho que tu e a enfermeira Alma passem algum tempo na minha casa de verão à beira-mar. Não existe vivalma a uma légua de distância. Posso garantir-te que a natureza é o melhor dos médicos.&lt;br /&gt;(...) A enfermeira Alma é uma excelente mulher, muito capaz. Vais ficar satisfeita com ela.&lt;br /&gt;A médica ergue-se da cadeira, abeira-se da cama da senhora Vogler e dá-lhe pancadinhas num pé. (...)&lt;br /&gt;A senhora Vogler tem o aspecto de estar verdadeiramente atormentada.&lt;br /&gt;- Pois é, &lt;em&gt;tens ar&lt;/em&gt; é de quem está realmente a sofrer. Vai ser preciso fazer vibrar essa corda sensível com prudência.&lt;br /&gt;A senhora Vogler acena com a cabeça.&lt;br /&gt;- É preciso. Senão pode ser muito pior.&lt;br /&gt;A senhora Vogler fecha os olhos como se desse modo conseguisse expulsar a médica do quarto. Depois volta a abri-los, devagar. A médica continua no mesmo sítio.&lt;br /&gt;- Não penses que eu [não] entendo. Todo esse sonho vão de ser. Não de agir, mas de ser, de estar! De estar desperta, consciente, a cada instante. E ao mesmo tempo esse abismo entre o que tu és aos olhos dos outros e o que és em relação a ti. Essa sensação de vertigem e esse desejo ardente de revelação... Ser finalmente compreendida, revelada, diminuída, talvez mesmo aniquilada. Cada entoação: uma mentira, e uma traição. Cada gesto: uma falsificação. Cada sorriso, um esgar: o papel de esposa, o papel de companheira, o papel de mãe, o papel de amante, qual deles foi o pior? Qual foi o que mais te fez sofrer? Representar a actriz de rosto interessante. Suster todos os pedaços com mão de ferro e conseguir que eles [se] mantivessem unidos. Onde foi que a coisa começou a dar de si? Onde foi que falhaste? Foi o papel de mãe que te pôs fora de ti? Não foi o papel de Electra, com certeza. Nele, tu respiravas, e com ele conseguias retardar um pouco mais, essa espécie de sentença. Ele desculpava-te de assumires os teus outros papéis, os da realidade, de forma um pouco sumária. Mas quando a Electra acabou, não tinhas mais nada onde pudesses esconder-te, mais nada que te permitisse aguentar. Não tinhas mais desculpas. E ficaste assim, com essa tua ânsia de verdade, com esse teu desgosto. Suicidares-te? Não, isso era demasiado horrível e não se faz. Mas ninguém pode permanecer imóvel. Mas pode tornar-se muda. Assim, já não mente. Pode criar à sua volta uma cortina, fechar-se. E já não precisa de desempenhar um papel, de exibir um rosto, de fazer um gesto falso. É isso o que as pessoas julgam. Mas a realidade é infernal. O teu esconderijo não está suficientemente resguardado. A vida infiltra-se pelas mínimas fendas. E tu vês-te obrigada a reagir. Ninguém te pergunta se é verdade ou mentira, se és sincera ou hipócrita. (...) Elisabet, percebo que te cales, que tenhas feito da apatia um sistema fantástico. Percebo e admiro. Penso que precisas de conservar esse papel até ele deixar de ser para ti interessante. Então, esgotada, poderás abandoná-lo pouco a pouco, como abandonas os teus outros papéis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Ibidem&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115515253219027337?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115515253219027337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115515253219027337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515253219027337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115515253219027337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos_07.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115514527874262129</id><published>2006-08-03T17:25:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T22:13:36.256+01:00</updated><title type='text'>Persona- excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona3.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Sra Vogler)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;- A enfermeira Alma foi ver a senhora Vogler? Não. Não faz mal. Vamos as duas. Assim, poderei eu mesma apresentá-las. Vou pô-la rapidamente ao corrente do caso de senhora Vogler, das causas da situação em que se encontra e das razões por que foi encarregada de cuidar dela. Em poucas palavras: A senhora Vogler é (como sabe) artista de teatro e estava em palco, na última representação da &lt;em&gt;Electra&lt;/em&gt;. No decorrer do segundo acto, calou-se e pôs-se a olhar à volta, aturdida. Não reagiu à intervenção do ponto e nem se aproveitou da ajuda de quem com ela contracenava, ficou assim pelo menos um minuto sem dizer palavra. Depois, continuou a representar como se nada tivesse acontecido. No fim do espectáculo, desculpou-se junto dos colegas e explicou o seu silêncio dizendo o seguinte: "Fui assaltada por uma terrível vontade de rir."&lt;br /&gt;Depois despiu-se, tirou a maquilhagem e voltou para casa. Na companhia do marido, fez uma refeição leve na cozinha. Os dois falaram disto e daquilo, a senhora Vogler contou-lhe sucintamente o que se tinha passado durante a representação, e estava um pouco perturbada.&lt;br /&gt;Marido e mulher deram as boas-noites e foram para os respectivos quartos. Na manhã do dia seguinte, telefonaram do teatro a perguntar se a senhora Vogler se tinha esquecido do ensaio. Quando a governanta entrou no quarto da senhora Vogler, esta continuava deitada. Acordou, mas não se mexeu e não respondeu às perguntas da governanta.&lt;br /&gt;Há três meses que se encontra nesse estado. Fizeram-lhe todos os exames possíveis. O resultado não oferece equívocos: Tanto quanto se pode pensar, a senhora Vogler está de perfeita saúde, física e mentalmente. Nem mesmo se pôde pôr a hipótese de uma qualquer reacção histérica. No decorrer da sua evolução, enquanto ser humano e enquanto artista, a senhora Vogler sempre deu mostras de um carácter feliz, de uma grande faculdade de adaptação e de uma saúde física notável. Tem alguma pergunta a fazer, enfermeira Alma? Bem, nesse caso podemos ir visitar a senhora Vogler.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;2º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona4.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Enfermeira Alma)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Bom dia, senhora Vogler. Chamo-me Alma e estou encarregada de me ocupar da senhora por uns tempos.&lt;br /&gt;(A senhora Vogler observou-a com toda a atenção.)&lt;br /&gt;- Se a senhora quiser, posso falar um pouco de mim. Obtive o diploma de enfermeira há dois anos. Tenho vinte e cinco anos e estou noiva. Os meus pais moram na província onde têm uma pequena quinta. A minha mãe era enfermeira também antes de casar.&lt;br /&gt;(A senhora Vogler escuta.)&lt;br /&gt;- Agora vou buscar o seu jantar. Na ementa há fígado grelhado e salada de frutas. Pelo que eu vi tinha um ar bastante apetecível.&lt;br /&gt;(A senhora Vogler sorri.)&lt;br /&gt;- Deixe-me puxar-lhe um pouco a almofada, para ficar mais confortável, senhora Vogler.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;3º Excerto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona5.jpg" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Enfermeira Alma/Sra Vogler)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;- Diga-me, enfermeira Alma, quais foram as suas primeiras impressões?&lt;br /&gt;- Não sei dizer-lhe, doutora. É difícil. Passei o tempo inteiro a olhá-la nos olhos. Antes de mais, devo dizer que o seu rosto me pareceu muito doce, direi mesmo infantil. Mas quando a olhamos nos olhos bem... Nem sei como explicar. O seu olhar é tão duro... Pensei até que ela não estava a gostar do que eu lhe dizia. Mas ela não me pareceu nada zangada. Enfim, não posso dizer mais nada. Talvez fosse melhor eu...&lt;br /&gt;- Diga o que está a pensar, enfermeira Alma.&lt;br /&gt;- De repente pensei se não seria melhor eu renunciar a este trabalho.&lt;br /&gt;- Mas houve alguma coisa que lhe meteu medo?&lt;br /&gt;- Não, não é isso. Mas talvez a senhora Vogler tenha necessidade de uma enfermeira mais velha e mais experiente, com mais experiência de vida. Não sei se vou conseguir...&lt;br /&gt;- "Conseguir" o quê?&lt;br /&gt;- Falo em termos espirituais.&lt;br /&gt;- Em termos espirituais?&lt;br /&gt;- Sim, se pensarmos que a prostração da senhora Vogler é resultado de uma decisão deliberada da sua parte, o que deve ser o caso, uma vez que a consideram sã de corpo e espírito.&lt;br /&gt;- E então?&lt;br /&gt;- Então, acho que se trata de uma decisão que reflecte uma grande força psíquica. A pessoa que deve tratar dela deve ter uma grande força espiritual. Para ser mais directa, não sei se estou à altura de uma tarefa dessas.&lt;br /&gt;- Enfermeira Alma, quando pensei numa enfermeira que pudesse ocupar-se da senhora Vogler discuti o assunto longamente com a directora da sua escola e ela acabou por referir-se a si. Achou que em todos os aspectos era você a pessoa mais indicada para este tipo de trabalho.&lt;br /&gt;- Farei o melhor que puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cont.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ingmar Bergman- &lt;strong&gt;Lágrimas e Suspiros &lt;em&gt;seguido de&lt;/em&gt; Persona &lt;em&gt;e de&lt;/em&gt; Dependência&lt;/strong&gt;. Lisboa: Assírio &amp;amp; Alvim, 2002) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115514527874262129?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115514527874262129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115514527874262129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514527874262129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514527874262129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona-excertos.html' title='Persona- excertos'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115514492903985080</id><published>2006-08-03T08:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T18:39:07.696+01:00</updated><title type='text'>Persona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O primeiro argumento do qual vou trazer excertos respeita ao filme &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Persona&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; ou, na sua tradução portuguesa, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Máscara&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Datado de 1966, conta com a participação de Bibi Andersson, Liv Ullmann, Margaretha Krook e Gunnar Bjornstrand, personalidades relevantes no cinema sueco e, em particular, nos filmes de Bergnam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à história:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/Persona2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;A actriz Elisabet Vogler deixou de falar e isolou-se completamente do resto do mundo. Por ordem dos médicos, é levada para uma remota casa de campo, na companhia de uma enfermeira, Alma. Esta está sempre a falar, para preencher o silêncio, e gradualmente começa a revelar por completo a sua identidade... até descobrir que ela lhe tem sido progressivamente sugada. À medida que as mulheres vão batalhando pelo controle da situação e pela sua sanidade, a grande questão torna-se não em saber qual delas é a doente e quem está a cuidar de quem, mas sim se no fundo elas serão duas mulheres diferentes ou se serão uma e a mesma mulher.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os excertos vão, então, seguir-se. Que sejam suficientemente sugestivos!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(Na fotografia: Bibi Andersson e Liv Ullmann, enfermeira Alma e Elisabet Vogler, respectivamente)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115514492903985080?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115514492903985080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115514492903985080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514492903985080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514492903985080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/persona.html' title='Persona'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_Persona2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32464697.post-115514390609249085</id><published>2006-08-02T07:10:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T22:17:50.903+01:00</updated><title type='text'>O Cinema (previamente) escrito: uma possibilidade para o mercado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/IB.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se existem edições que eu posso louvar e apreciar imensamente são aquelas feitas (mais ou menos) recentemente pela &lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Editora Assírio &amp;amp; Alvim&lt;/span&gt; que trouxe para o mercado quatro (4) argumentos de filmes de &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ingmar Bergman:&lt;/span&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Lágrimas e Suspiros&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Persona&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dependência&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, numa das obras e &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fanny e Alexandre&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, noutra. Para quem viu os filmes (no meu caso, com excepção de Dependência) estas leituras são como que um complemento que traz grande satisfação ao nível daquele que é o desfrute tão pleno quanto possível de um autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cada um destes argumentos serão feitos chegar a este blog vários excertos, até para se conhecer o "estilo escrito" de Bergman. Claro que, ver os filmes, é indispensável. Absolutamente. É uma outra perspectiva. É o que decorre. Mas, para quem ainda não o fez, o envolvimento com as palavras e a iniciação nas estórias é já algo de revelante. O resto virá, provavelmente, por acréscimo. O importante, por enquanto, é o que vai ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pois, com este projecto, que dou arranque ao "Abismo... 2". Espero que o resultado seja um trabalho conjunto de efectiva qualidade. Um trabalho que será construído dentro das minhas possibilidades e que apostará, acima de tudo, no &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;valor cultural acrescentado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que possa trazer. Para quem quer que seja. Para quem tome (o) gosto. Para quem se interessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde já, um muito obrigada a quem vier e ficar a fazer este percurso comigo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32464697-115514390609249085?l=oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/feeds/115514390609249085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32464697&amp;postID=115514390609249085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514390609249085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32464697/posts/default/115514390609249085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oabismonegrodesonhosesquecidos2.blogspot.com/2006/08/o-cinema-previamente-escrito-uma.html' title='O Cinema (previamente) escrito: uma possibilidade para o mercado'/><author><name>O Abismo Negro dos Sonhos Esquecidos 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11538921298255750800</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i16.photobucket.com/albums/b40/duasmetades/Duasmetades2/th_IB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
